Homem ou mulher, cristão ou não cristão,
rico ou pobre todos podem passar por alguma dessas situações. a
depressão e algumas outras doenças são avassaladoras e há tratamento e
ajuda, mas sempre houve críticas do tipo “cristão não fica deprimido,
meu psicólogo é Jesus” , “isso é falta de fé”, ou “isso é mimimi”, “age
assim porque não levou umas boas palmadas”, há casos em que o doente
ainda é tratado(a) como maluco só por ter ou estar passando por um
momento como esses de ansiedade, insegurança, medo ou depressão. As
vezes somos culpados por contribuir para o estado emocional do outro,
mas nem nos damos conta de que certas atitudes ou palavras ferem quem já
tem algum tipo de problema ou dificuldade. O homem só é diferente da
mulher,muitas vezes, apenas no aspecto físico(se bem que há mulheres
mais fortes fisicamente que outros homens), mas fala-se tanto de
empoderamento feminino, de "Emancipação Feminina", de união de
classe(gênero), mas os homens são tratados como se todos fossem iguais
em tudo, principalmente nos erros. Quantas vezes um homem/menino não
ouve palavras como “homem não chora”, “filhinho da mamãe/do papai”, “que
nada é preguiçoso”, “isso aí não vai ser ninguém”, “brincando com
meninas?” “Engula o choro”, e noutras vezes quando adulto isso piora.
Apesar da emancipação das mulheres o homem ainda é visto como provedor,
como alguém que mata baratas, pega sapo pela mão ou deve ser encanador,
eletricista, técnico em informática, “super pai”e às vezes até advogado.
“Amor, conserta o liquidificador” , “pai, tem um sapo na garagem”,
“olha a barata voadora, mata, mata”, “você não vai fazer nada?” . Como
se o homem não pudesse ter medo, insegurança ou não pudesse não saber
fazer determinada coisa como o pai de outrem fazia. Parem de cobrar dos
homens aquilo que muitas vezes vocês não tem e não são. Parem de cobrar
dos homens maturidade e perfeição, parem de cobrar dos homens a
obrigação pela sua satisfação ou felicidade. Não tá tendo orgasmo?
Converse, mostre a ele o caminho, o seu jeito, deixe clara suas
preferências, conheça-o. Ou ele é o puto que vocês gostariam e rejeitam?
Empoderamento algum deve diminuir o outro ou menosprezar um sentimento.
sábado, 7 de março de 2020
quarta-feira, 4 de março de 2020
Já faz tanto tempo que deixei...
Faz quanto tempo que você não me
conhece, não ouve minhas histórias, não vê os meus retratos? Quando foi
a última vez que você me ouviu ler um poema meu ou de outro poeta como
Vinícius ou Pessoa?
Por onde
andastes na busca vã de seus interesses que não comparecestes aos meus
aniversários com uma singela lembrancinha da grande amizade que dizias
ter por mim? Você provavelmente leu o livro que eu te dei ou largou pela metade como alguns que te
emprestei, será que você em algum momento me leu? Será que lembra o nome do livro?
Talvez
meu linkedin você tenha acessado, talvez chefes como os que eu tive em
algum momento você não teria suportado, mas será que só você passou por
dificuldades e mudanças bruscas nessa vida?
Você
se recorda de onde morei? Os lugares bons que frequentei? Essas
memórias são minhas, mas em algumas você também estava lá. Recorda tudo o
que perdi, ou aquilo que eu já reconquistei? Quantas vezes em silêncio
na noite nublada silenciosamente eu gritei? Uma vez você ouviu, as
outras, nem te contei.
Se mudar fosse preciso, mudei.
Se querer fosse o poder atrativo, quis.
Se criar e inovar foi produtivo, fiz.
Você
lembra daquela vez? Não, dessa vez você não estava lá, bem provável que
eu também não lembre, pois já não fiz questão de saber, se algum dia eu
soube, não foi por você...
Qual a distância que separa o meu eu de você?
Faz quanto tempo que você realmente me visitou com apenas o objetivo de me ver?
Lembro daquela festa que você queria ir e eu já nem fui, lembro daquela vez que você me visitou porque queria fugir, mas nem perguntei de que... mas lembro do dia que visitou minha cidade e nem me esperou para almoçarmos juntos, matar a saudade que eu ainda sentia e nossa como eu queria ter lhe visto.
Lembro que eu já te perdoei por te amar e amaria e perdoaria novamente, mas lembro-me de que nunca serei a pessoa que você conheceria ou reconheceria se me visse novamente como sou.
Você não leu meus poemas, não viu minhas fotos, não sentiu minha dor, nem sorriu comigo, eu que sempre estive presente desinteressadamente.
Você apenas fingiu ou achou que sabias o que era reciprocidade? Quem realmente deixou de ser recíproco? Acho que ninguém se analisarmos o real significado dessa palavra. Eu continuei ali sempre para você, mesmo ausente, disposto a te aceitar quando você retornou, mas enxerguei que nem assim eu servi, então me retirei e deixei você a sós, como sempre quisestes.
Eu fui embora e você nem viu.
Faz quanto tempo?
quinta-feira, 30 de janeiro de 2020
Você e os outros
Temos a mania de nos referirmos aos outros, em especial quando eles estão ausentes, utilizando muitas vezes características que nem sempre consideramos positivas, mesmo que não seja uma na realidade, mas quando temos a intenção, tranformamos o que dizemos em algo pejorativo. Quantas vezes a palavra em nossa boca é recheada de veneno? O que essa pessoa de quem você fala tem de bom que você gostaria de ter? Será que tem?
Quem sabe nos achamos melhores que os outros e despejamos aquilo que rejeitamos em nós ou fingimos não gostar como sendo um defeito no outro, apenas do outro. É bem provável que tenhamos o mesmo "estigma", mas esquecemos e reproduzimos de forma absorta qualquer coisa que diminua e fira, talvez para nos engradecermos. Nosso ego cresce para que tenhamos a breve sensação de que somos superiores a alguém por acharmos que não temos tal característica, ou por tê-la, mas de forma diferente ou atenuada.
A pessoa pode ser atriz, cantora, artista plástica, voluntária num hospital todas as noites, mas mesmo sabendo o nome dela, temos a tendência de usarmos palavras inadequadas para nos referirmos se há algo que nos incomoda ou algum aspecto com o qual não lidamos bem. Talvez o problema seja que "falamos de..."
" Sabe aquela gordinha, loira do olho grande?", "Aquele menino das pernas finas e da sobrancelha agarrada?" ou ainda "A menina, filha mais nova dele, a que parece um palito em pé"...
O nível das descrições inadequadas que magoam e ferem parece que aumentam quando o outro que ouve não descobre de cara de quem se está falando. As pessoas deixam de ter nomes e de serem lembradas por quem são ou pelo que fazem de bom para serem estereotipadas por simples prazer de quem utiliza os adjetivos impróprios, como se não estivessem praticando exclusão ou bullying, mas o fato é que estão fazendo isso, muitas das vezes sendo preconceituosas.
Será que você seria capaz de enxergar as qualidades que o outro possui e se referir aos outros apenas pelas coisas boas que elas possuem ou apresentem? Será? E de você, você sabe falar bem? Suas qualidades, você as conhece? Saberia se descrever de forma construtiva, bonita e elegante? Quais são os seus predicativos? Ou melhor, como você gostaria de ser lembrada ou referida na sua ausência? Compreende o que digo? Por que quando é com os outros fazemos ao contrário do que gostaríamos que fizessem conosco?
Um dia uma senhora de idade me contava uma história de superação de alguém, ela parecia querer elogiar, mas volta e meia um discurso depreciativo incutido nas entrelinhas brotava. Ela estava tentando elogiar diminuindo a outra pessoa por alguma coisa que ela achava que era inferior. "Fulana é de cor, mas é uma menina boazinha, coitada, está desempregada, mas é uma mulher bem esforçada." Ela falava e eu escutava, pela aproximação e intimidade que tínhamos eu a corrigi. Aquilo me magoava, imagine se a pessoa ouve ou sabe dessa referência feita dessa forma. Acho que isso tem haver com empatia ou a falta dela.
E se essa "Fulana" fosse você? Era assim que você gostaria de ser referida ou lembrada? Percebe? Gostaria de ser lembrada com essa conotação pejorativa? Ela não tem um nome? Essa pessoa não tem uma profissão? Uma família a que pertence? Características que vão além da aparência ou da cor da pele? Características positivas além das que você considera negativas e exalta tanto?
Quer falar se referindo?Faz de uma forma que a pessoa ao ouvir não se sinta constrangida ou ofendida. Enaltece o caráter, a bondade, as coisas boas que você percebeu e compartilhou quando estava com essa pessoa. Se não conhece, não fala nada. Vai elogiar? Só elogia. Não elogie diminuindo. Isso não é elogio, é inveja disfarçada, é intriga alimentada, é incêndio começado sem bombeiro para apagar o fogo na palha das línguas que ferem na ausência da vítima que não tem como se defender. O que você disser pode até ser verdade, que seja, mas não é um direito seu falar da vida que não te pertence e pior não dar ao outro o direito de resposta.
Precisamos nos conhecer melhor, ouvir o que dizemos, nos colocar no lugar do outro, talvez comprarmos um espelho da sinceridade para nos olharmos toda vez que quisermos falar de alguém. Talvez devêssemos nos perguntar o que o outro tem de bom? Como posso me referir de forma positiva? E eu ou o que tenho de bom está sendo visto nas minhas palavras?
Fica a reflexão.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
Estamos sós?
Às vezes parece que na caminhada da vida, sozinhos estamos carregando nossas dores, sonhos, feridas e expectativas. Muitas vezes nos cobramos por aquilo que não conseguimos, mas tentamos, paramos para repensar porque tantas lutas durante tantos anos, nos questionamos aonde foram parar os nossos sonhos e às vezes mesmo sem entender buscamos um porquê.
Há dentro de nós uma capacidade resoluta de recomeçar, não nos damos conta de quantas vezes fizemos isso, mesmo com lágrimas a derramar. Coisas, lugares, medos e pessoas que achávamos que nunca iríamos superar e ao refletirmos podemos dizer: "conseguimos". Mesmo quando achamos que não conseguimos, nem sempre notamos que estamos tentando, entenda que lutando estamos caminhando, sem ver estamos crescendo e alcançando, trilhando um novo caminho, aprendendo, caindo e levantando.
E o que é a vida se não a experiência com o passar dos anos? Saber valorizar o que já possuíamos? Saber agradecer e continuar sonhando? Crescer valorizando a vida, as pessoas e os momentos. Talvez essa seja a questão, o centro. Talvez viver seja isso, acostumar-se com o tempo, conhecê-lo melhor e a nós mesmos. Perceber o que podemos aprender com cada momento, mas principalmente lembrar de agradecer por cada crescimento.
A verdade é que nunca estamos sós, se olharmos para trás, muitas vezes enxergaremos apenas nossas pegadas deixadas na areia, temos a tendência de esquecer, nem sempre perceber, mas se nossa vida e história falam sobre quem somos, sobre nossos sonhos, sobre nossos aprendizados e aqueles que nossos caminhos cruzaram? Muitos que nem pensamos se espelharam em nós em algum momento, talvez viram nosso sorriso em meio ao sofrimento, talvez viram nossa garra em meio ao tormento, pode ser que até tenham enxugado nossas lágrimas ou talvez tenhamos sido seu único auxílio num triste e pesado momento, mas só teremos a certeza disso se a diferença fizemos. Consciência disso temos?
Somos o caminho, os passos e as pegadas, somos os que fizeram história, abriram estradas, somos os que lutaram e sonharam, somos aqueles que acreditaram. Fizemos dos nossos sonhos a nossa ponte, fizemos do futuro o nosso horizonte, mas se o passado é referência cabe não esquecermos de quem fomos, no presente a consciência, gratidão e confiança são estradas galgando o futuro que desejamos, ainda que pareçamos sozinhos, a verdade é que nunca a sós estamos, mas no deserto nem sempre enxergamos bem.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2020
O rio, a vida e as pessoas.
Poderíamos dizer que a água possui até um aspecto mais inteligente muitas vezes que o próprio ser humano, já que quando ela encontra uma rocha ou um caminho difícil de trilhar ela não retira o obstáculo, mas busca uma forma de contorná-lo, para continuar o seu caminho e às vezes, sem querer ou sem pretensão o esculpi ou modifica por fora. Coisa difícil é mudar uma rocha. O trabalho lento do rio e sua força constante encontra sempre um jeito, um outro caminho para poder fluir e assim a água vai mudando o caminho por onde passa, se adaptando, mesmo que a rocha não mude de lugar, é para seguir no seu caminho de descoberta, transformar o seu estado de existir que o rio flui.
Há pessoas que colocam os pés nas águas e não percebem que o rio mudou, que aquela água não é a mesma, como há pessoas que não percebem que mudaram, talvez tenha sido por uma rocha encontrada no meio do caminho, um obstáculo que precisou driblar para continuar a sua fluidez e naturalidade sem ficar presa ou parada num estado apenas. Rios, vida e pessoas...
Costumamos dar nomes aos rios, mas muitas vezes esquecemos as funções que ele possui ou de que composição ele é feito, porém independente disso, sua função segue, ele independe de nossa opinião sobre o fato de ser como ele é. Um rio refresca em dias de calor, faz surgir flores, árvores ao seu redor, mas não é o rio em si que produz isso, contudo as propriedades nele que fazem com que ele embeleze o percurso por onde passa, exalando vida e vida nova. Há pessoas que bebem das águas dos rios, há ainda quem se banhe, mas muitos apenas molham seus pés. Há aqueles que reclamam do rio por sua água estar gelada, por terem que molhar os pés ou um pouco da roupa, são os arredios à travessia, mas há os que agradecem por que a água estava fresca. A diferença muitas vezes não está na composição do rio, mas no externo que nos faz sentir-nos incomodados ou não com a temperatura, os movimentos ou com a força das águas em dias de chuva. O fato é que um rio cheio transborda.
Há rios que precisam de barcos para serem navegados e coletes ou um guia, há rios que podem ser seguidos à beirada sem riscos. Há rios que podemos passar caminhando sem perigo algum por que não são tão fundos ou caudalosos. Há águas de rios que não podemos beber, mesmo estando com sede, mas o fato é que a vida e as pessoas são como rios, nunca são as mesmas de ontem, nem serão. Quando colocamos um dos pés, o segundo já está pisando em outra água.
Precisamos apenas relembrar que os problemas e obstáculos que podem mudar o percurso ou a forma que o rio encontra para fluir em paz não muda não a sua essência. A composição é simples e a natureza sempre contribui nesse processo de evaporação, no processo hídrico que gera renovação, ás vezes precisamos como a água nos precipitar para sermos renovados e entendermos que as pedras não são nossas, as nuvens não são nossas, a paisagem que vimos também não, mas que os processos pelos quais passamos mudaram o nosso caminho e o de outros que estavam ali e como os rios podemos fluir.
Alguns se tornam águas de represas, outros poços profundos, uns águas paradas até evaporarem, outros fluem, num novo caminhar, como a vida e a vida segue, assim como um rio.
quinta-feira, 31 de outubro de 2019
Um pouco antes da minha morte.
Tem dias que viver cansa...
desgasta, desencanta,
Que a alma sufoca e não descansa...
Tem dias que o átomo e a estratosfera não somam,
O ar não coopera, a esperança não espera,
A tristeza mata a quimera
E juntos morrem todos os sonhos.
Tem dias em que você repensa a vida,
Pra quê estrada, chegada ou partida
Se nada muda literalmente de lugar?
Pra quê ganhar apenas um bocado de pão?
Adjetivar a vida substancialmente entrelaçada de exaustão?
Terapia, estudo, trabalho, tentativa, espera, sofreguidão?
Ansiedade, depressão ou apenas cansaço?
Viver, ou ressignificar. Morrer simplifica?
O que traz valor à vida?
Dignidade é só trabalho?
E no final do mês apenas um salário?
Que fazer então quando já não há mais razão?
Quando tudo que você faz ou pensa é em solução?
O óleo derramado o intoxicou.
Morreu de morte matada ou de morte morrida?
Ninguém sabe, nem viu sua ferida, apenas sangrou lentamente até deixar de existir.
- Quantas vezes vou precisar morrer um pouco antes da minha morte?
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Um convite de amor...
...Um convite para amar
Sem querer ser clichê, sem pensar demais para escrever,
Porém procurando as palavras certas, por não querer me
perder,
Aos poetas pedi socorro e eles vieram me socorrer.
Nada melhor que uma poesia para falar de sentimento
E do poeta, brotou poesia quando relembrei nossos momentos
Desde o dia em que te vi, na beleza que não se descreve por não
ser apenas externa,
No agridoce das pipocas, num encontro que ninguém nem espera.
Ocupado estava que nem entendi,
Eram tantos os afazeres, que só depois percebi
Que jamais esqueceria o seu rosto e o que estavas a vestir.
Marcando horários, esperando momentos oportunos
E a tristeza se aproximou, como um misto de infortúnios,
Até que os céus foram benevolentes
E resolveram brindar-nos com mais um encontro ainda que
virtual e distante mas sempre perto,
Surpreso sorri de canto sem saber o que dizer ao certo,
Fomos conversando, o semestre acabando, o muito pensar foi me tomando...
O que fazer então? Louco quase me senti.
Seria gelo o que me davas ou havias desistido de mim?
O cachorro roeu nossos fios, linhas que foram tecidas e
entrelaçadas, desconectavam-se sem sentido.
Retomamos nossos sentimentos, aflorados e por todos em volta
percebidos.
Aos poucos fomos um ao outro nos conquistando,
E isso faz praticamente um ano...
E neste mês em que celebramos as vidas nossas
Tenho-lhe um convite, e, impedir não há quem possa,
Se o desejo de cuidar, amar e se fazer presente é o que mais
me importa,
E, se diante de todos, das barreiras quebro as portas, me
declaro a você:
Casas comigo? Hum...? O que vais dizer?
quarta-feira, 10 de julho de 2019
A carne redonda?
(Nessa vida, às vezes fazemos coisas e nunca paramos para pensar:
Por que faço isto? Por que creio naquilo? Por que penso assim? ... e muitos outros questionamentos são abafados pela simples ignorância ou falta de interesse em pensar o porquê das coisas, em descobrir ou simplesmente em se permitir...)
domingo, 21 de outubro de 2018
Sobre sentir
No fundo, no fundo ninguém sabe
das nossas dores ou alegrias verdadeiras,
algumas pessoas imaginam,
outras nem sentem,
outras acham que só elas as sentem,
mas é só presunção egoísta do ego ferido
Talvez doa "minha vontade não realizada."
Mas e em você, aonde dói?
Não, você não entendeu, aonde dói mais?
É fácil falar de empatia quando não é conosco a questão em si.
E quando não precisamos usá-la para manter as aparências de sermos "bonzinhos",
Fingir amor, demonstrar interesse ou até preocupação
Aceitação talvez, talvez amor, talvez...
Aceitar não quer dizer amar e vice e versa, ou seria?
Que confusão que anda o ágape, o eros, o filéo e até o "psiqué"
Ah, e com acento dúbio para poder na língua,
pelo menos na língua, se entender.
No fundo, no fundo nem sempre nos importamos ou nos colocamos no lugar do outro.
O choro dói mais que o silêncio?
Vítimas? Todos somos em alguns momentos,
mas nem sempre a culpa é da mulher que está voltando atordoada para casa,
mas o louco é louco e à ele não atribuirão a culpa,
o amigo é o amigo, dele também não é a culpa por negar socorro ou oferecer apenas os seus desejos como oferta de refúgio.
E o barqueiro?
O barqueiro? "O que que o barqueiro tem haver com isso?", "pobre coitado, fazer uma travessia gratuita para uma mulher atordoada e perdida na solidão da noite, esquecida talvez justamente por ser quem é?"
E sozinha ela seguiu.
O que vale mais, se é que vale... : uma dor sentida e gritada aos quatro ventos?
Ou uma dor silenciada pelo tempo que insiste em não partir?
Deixar de ser ou existir? Dói mais quando se sente e não se cura, dizem.
Talvez eu sinta mais do que diga, ou é apenas falta de mim mesmo.
E nesse medo de me perder, teria medo de matar, sofrer ou ferir,
preferi calar e sentir, não consentir, sentir.
mas já morri uma vez... morrer de novo talvez não faça a diferença.
E mesmo morto neste corpo inerte, tenho que reconhecer que sorri
E foi mais de uma vez.
Eu Sen-ti.
(Emílio Mascarenhas)
domingo, 23 de setembro de 2018
Deus é amor!
"Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê. (1 João 4:20)
As pessoas precisam dizer menos que são de Deus e que defendem a causa de Deus para realmente serem dEle. Deus é amor, a história da bíblia de Gênesis a Apocalipse demonstra isso, até na exterminação completa do "pecado" há amor nisso.
Vejo amor na história de Raabe(Josué 6:17; Josué 6:25; Hebreus 11:31; Mateus 1:5(observe a genealogia de Jesus);, na história de Jó(todo o livro com ênfase nos 3 primeiros capítulos e nos finais), na história de Agar (Gênesis 16:6-13), na história de Maria Madalena(João 8:1-15), em nenhuma dessas partes vi Deus julgando, excluindo ou lançando pedras sobre quem quer que fosse. Ao contrário, Ele se fez homem para que as pessoas vissem em sua vida e obra o amor do Pai. (João 3:16).
Nas únicas manifestações mais firmes como o caso que Ele disse que a mãe dEle e o pai e o irmão eram aqueles que faziam a vontade do Pai que estás nos céus(Mateus 12:50; Marcos 3:35; Lucas 8:21, João 15:14), talvez alguns se incomodem com essa verdade, mas é assim... e o outro grande momento foi quando ele pegou o chicote para repreender os que faziam da religião uma forma de extorquir dinheiro do povo, com as coisas de Deus (João 2:14 a 16; Mateus 21:12) e são constantes a demonstração do que realmente importava, ou do que realmente despertava a sua "ira".
Aos que alimentam o seu discurso de ódio baseando-se em nome de Deus, sinto dizer-lhes, mas baseiem-se nos seus próprios preconceitos e nas suas próprias formas de querer fazer o que Jesus não fez:(João 8:15 a 19).
Não posso nem imaginar o quanto Ele sofreu para mostrar que toda a lei se resumia em dois mandamentos: "amarás o Senhor teu Deus sobre todas as coisas e ao próximo COMO A TI MESMO" (Lucas 10:26-28; Mateus 22:36 a 38), como já se falava no velho testamento e alguns ainda não haviam internalizado (Levíticos 19:18; Deuteronômio 6:4 e 5).
Encerro apenas com um pensamento que é constante em minha mente e me faz refletir sobre muitas coisas, apesar de minhas imperfeições: "Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor." (1 João 4:8)
Julgue menos e ame mais. Deixe Deus se revelar através de você!
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Toda arte um sentido.
Toda perda é um luto dolorido, mas toda arte é o germinar de uma vida com sentido.
(Homenagem ao artista plástico Mário Cravo Jr.)
(Homenagem ao artista plástico Mário Cravo Jr.)
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
Minha finitude infinita
Vestido para matar
Mas com vontade de morrer
Pulsam as palavras que não disse
E que talvez já não faça sentido dizer
Dizê-las a quem? Pra quê?
Elas podem ter perdido a eficácia
Talvez se perderam nas galáxias
(dos meus pensamentos
Sinceros, tímidos e às vezes inoportunos...)
Mas desapropriadamente eu segui, caminhei, chorei e sorri
Como quem acreditava, como quem quis...
E eu quis.
Queria ser diferente, mas não sou,
Queria ter mais, mas não tenho...
Queria ser menos, mas fui mais.
Queria ter menos, mas tive mais...
Difícil coisa é contentar-se com pouco.
Sabe, quando se é muito e não se sabe o que fazer com tão pouco?
Ligar o rádio, escolher uma canção, reviver uma lembrança, mudar de estação...
Enxergar o pássaro que pousa na areia e se banha, colocar as mãos pra fora quando se pega uma carona só pra sentir o vento passando pelas suas mãos, lembrar de datas, nomes e épocas, perceber o tempo...
...sentir o cheiro do tempo e saber que vai chover "olha como as nuvens se agrupam no céu",
às vezes é muito bom, às vezes é muito ruim...
Queria ser diferente, mas não sou,
Queria ser menos, mas não fui.
Achava que merecia mais, mas tive o suficiente,
Só não sei se isso me bastou, acho que agradeci.
Mas difícil coisa é contentar-se,
pior ainda acomodar-se.
Morrer à sorte, mas sem desastre.
Difícil coisa mesmo é ser gente
Mas gente de verdade,
Que nasce, vive e pensa.
Porém com tudo o que vejo,
melhor seria não pensar,
nem nascer, apenas viver...
E viver bastaria, se não fosse a morte, a culpada dessa ânsia e necessidade
,pois sabemos que os seres finitos tem tempo para tudo.
Mas com vontade de morrer
Pulsam as palavras que não disse
E que talvez já não faça sentido dizer
Dizê-las a quem? Pra quê?
Elas podem ter perdido a eficácia
Talvez se perderam nas galáxias
(dos meus pensamentos
Sinceros, tímidos e às vezes inoportunos...)
Mas desapropriadamente eu segui, caminhei, chorei e sorri
Como quem acreditava, como quem quis...
E eu quis.
Queria ser diferente, mas não sou,
Queria ter mais, mas não tenho...
Queria ser menos, mas fui mais.
Queria ter menos, mas tive mais...
Difícil coisa é contentar-se com pouco.
Sabe, quando se é muito e não se sabe o que fazer com tão pouco?
Ligar o rádio, escolher uma canção, reviver uma lembrança, mudar de estação...
Enxergar o pássaro que pousa na areia e se banha, colocar as mãos pra fora quando se pega uma carona só pra sentir o vento passando pelas suas mãos, lembrar de datas, nomes e épocas, perceber o tempo...
...sentir o cheiro do tempo e saber que vai chover "olha como as nuvens se agrupam no céu",
às vezes é muito bom, às vezes é muito ruim...
Queria ser diferente, mas não sou,
Queria ser menos, mas não fui.
Achava que merecia mais, mas tive o suficiente,
Só não sei se isso me bastou, acho que agradeci.
Mas difícil coisa é contentar-se,
pior ainda acomodar-se.
Morrer à sorte, mas sem desastre.
Difícil coisa mesmo é ser gente
Mas gente de verdade,
Que nasce, vive e pensa.
Porém com tudo o que vejo,
melhor seria não pensar,
nem nascer, apenas viver...
E viver bastaria, se não fosse a morte, a culpada dessa ânsia e necessidade
,pois sabemos que os seres finitos tem tempo para tudo.
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Pátria amada, Brasil?
Num país
onde quem preside é acusado de ser ladrão
Falta
oportunidade, sobra corrupção,
As filas
de desemprego crescem
Para
desespero de uma nação
Haveria
um modo de resolver o problema? Educação.
Mas como
isso melhora se quem dá aula
Já não
tem dinheiro nem para comprar o pão?
Já não
sei mais o que é que falta...
...Respeito?
Coragem? Ticket alimentação?
Transporte,
salário? Mas o Juiz diz não.
Não vamos
investigar essa tal corrupção,
Vamos
presentear quem fizer algum tipo de delação
Mesmo que
envolvido numa escabrosa situação.
Cambada
de corja, rebanho de ladrão. Um rouba, o outro mente
E juntos
desviam mais de um bilhão.
É
dinheiro na cueca, no apartamento alugado pelo irmão,
Mas
ninguém tem culpa, culpada é a nação.
Talvez
votamos errado, confiamos demais em ladrão.
Não
investigamos o passado. Saber da conduta? Não fizemos questão.
Pensamos,
pensamos, mas vemos que não.
Não
soubemos eleger nossos líderes ou nos deixamos corromper na venda da votação?
Será que
vendi meu voto pela argamassa para terminar minha construção?
Você viu
como a casa ficou bonita?
Foi
fácil, votei em ladrão, pensei só no momento e a próxima eleição?
Mas se
essa pátria não me é amada, ela não é minha nação,
Será
apenas um solo fértil de onde mais um fará exploração.
Até
quando nos calaremos sentados em frente da televisão?
Ainda há
os que pensam no poder da educação.
Então
acorda Brasil e retome a sua direção.
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