Toda perda é um luto dolorido, mas toda arte é o germinar de uma vida com sentido.
(Homenagem ao artista plástico Mário Cravo Jr.)
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
Minha finitude infinita
Vestido para matar
Mas com vontade de morrer
Pulsam as palavras que não disse
E que talvez já não faça sentido dizer
Dizê-las a quem? Pra quê?
Elas podem ter perdido a eficácia
Talvez se perderam nas galáxias
(dos meus pensamentos
Sinceros, tímidos e às vezes inoportunos...)
Mas desapropriadamente eu segui, caminhei, chorei e sorri
Como quem acreditava, como quem quis...
E eu quis.
Queria ser diferente, mas não sou,
Queria ter mais, mas não tenho...
Queria ser menos, mas fui mais.
Queria ter menos, mas tive mais...
Difícil coisa é contentar-se com pouco.
Sabe, quando se é muito e não se sabe o que fazer com tão pouco?
Ligar o rádio, escolher uma canção, reviver uma lembrança, mudar de estação...
Enxergar o pássaro que pousa na areia e se banha, colocar as mãos pra fora quando se pega uma carona só pra sentir o vento passando pelas suas mãos, lembrar de datas, nomes e épocas, perceber o tempo...
...sentir o cheiro do tempo e saber que vai chover "olha como as nuvens se agrupam no céu",
às vezes é muito bom, às vezes é muito ruim...
Queria ser diferente, mas não sou,
Queria ser menos, mas não fui.
Achava que merecia mais, mas tive o suficiente,
Só não sei se isso me bastou, acho que agradeci.
Mas difícil coisa é contentar-se,
pior ainda acomodar-se.
Morrer à sorte, mas sem desastre.
Difícil coisa mesmo é ser gente
Mas gente de verdade,
Que nasce, vive e pensa.
Porém com tudo o que vejo,
melhor seria não pensar,
nem nascer, apenas viver...
E viver bastaria, se não fosse a morte, a culpada dessa ânsia e necessidade
,pois sabemos que os seres finitos tem tempo para tudo.
Mas com vontade de morrer
Pulsam as palavras que não disse
E que talvez já não faça sentido dizer
Dizê-las a quem? Pra quê?
Elas podem ter perdido a eficácia
Talvez se perderam nas galáxias
(dos meus pensamentos
Sinceros, tímidos e às vezes inoportunos...)
Mas desapropriadamente eu segui, caminhei, chorei e sorri
Como quem acreditava, como quem quis...
E eu quis.
Queria ser diferente, mas não sou,
Queria ter mais, mas não tenho...
Queria ser menos, mas fui mais.
Queria ter menos, mas tive mais...
Difícil coisa é contentar-se com pouco.
Sabe, quando se é muito e não se sabe o que fazer com tão pouco?
Ligar o rádio, escolher uma canção, reviver uma lembrança, mudar de estação...
Enxergar o pássaro que pousa na areia e se banha, colocar as mãos pra fora quando se pega uma carona só pra sentir o vento passando pelas suas mãos, lembrar de datas, nomes e épocas, perceber o tempo...
...sentir o cheiro do tempo e saber que vai chover "olha como as nuvens se agrupam no céu",
às vezes é muito bom, às vezes é muito ruim...
Queria ser diferente, mas não sou,
Queria ser menos, mas não fui.
Achava que merecia mais, mas tive o suficiente,
Só não sei se isso me bastou, acho que agradeci.
Mas difícil coisa é contentar-se,
pior ainda acomodar-se.
Morrer à sorte, mas sem desastre.
Difícil coisa mesmo é ser gente
Mas gente de verdade,
Que nasce, vive e pensa.
Porém com tudo o que vejo,
melhor seria não pensar,
nem nascer, apenas viver...
E viver bastaria, se não fosse a morte, a culpada dessa ânsia e necessidade
,pois sabemos que os seres finitos tem tempo para tudo.
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Pátria amada, Brasil?
Num país
onde quem preside é acusado de ser ladrão
Falta
oportunidade, sobra corrupção,
As filas
de desemprego crescem
Para
desespero de uma nação
Haveria
um modo de resolver o problema? Educação.
Mas como
isso melhora se quem dá aula
Já não
tem dinheiro nem para comprar o pão?
Já não
sei mais o que é que falta...
...Respeito?
Coragem? Ticket alimentação?
Transporte,
salário? Mas o Juiz diz não.
Não vamos
investigar essa tal corrupção,
Vamos
presentear quem fizer algum tipo de delação
Mesmo que
envolvido numa escabrosa situação.
Cambada
de corja, rebanho de ladrão. Um rouba, o outro mente
E juntos
desviam mais de um bilhão.
É
dinheiro na cueca, no apartamento alugado pelo irmão,
Mas
ninguém tem culpa, culpada é a nação.
Talvez
votamos errado, confiamos demais em ladrão.
Não
investigamos o passado. Saber da conduta? Não fizemos questão.
Pensamos,
pensamos, mas vemos que não.
Não
soubemos eleger nossos líderes ou nos deixamos corromper na venda da votação?
Será que
vendi meu voto pela argamassa para terminar minha construção?
Você viu
como a casa ficou bonita?
Foi
fácil, votei em ladrão, pensei só no momento e a próxima eleição?
Mas se
essa pátria não me é amada, ela não é minha nação,
Será
apenas um solo fértil de onde mais um fará exploração.
Até
quando nos calaremos sentados em frente da televisão?
Ainda há
os que pensam no poder da educação.
Então
acorda Brasil e retome a sua direção.
domingo, 8 de outubro de 2017
Respeitável Público
Se me julgam pela arte,
Antes que me calem
Sem poder me defender,
Vou pedir que me retratem
Por não julgarem o que deve ser:
JULGADO!
Nem todo mundo é artista
Nem todo político é ladrão
Nem toda arte será ofensa
E nem todo roubo será contra a nação.
Há os que se enganam a si mesmos
E perdem a real noção, dos seres, de quem são...
Pergunto-me: "para onde estamos indo...?"
Será que temos a verdadeira dimensão?
ALIENADOS!
Somos espectadores de uma estória que virou real,
Somos os patrocinadores do latrocínio que é geral.
Já não vou poder distinguir o que é arte, nem o que é legal,
E já não vou poder fugir de outra censura "sem igual”,
Se o povo não refletir sobre o que está sendo banal,
Julgar e ser julgado pode ser triste, talvez amoral.
DELATADOS!
Devo me retratar então e devolver o que não pensei?
Ou devo ser condenado pela arte que ainda produzirei?
Pergunto-me: Será que existem outros “foras da lei”?
Espero que a consciência vá além do que pensei
E que o respeito seja mais do que uma lei
A ser cumprida apenas pelos artistas.
RESPEITADOS!
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