segunda-feira, 29 de maio de 2017

A Branca de Neve e a rainha má



Branca de Neve
(Emílio Mascarenhas)

 








Há muito tempo atrás num reino muito distante
Branca de neve nasceu após um fato aterrorizante
Sua mãe ao dar-lhe a luz morrera
Seu pai, por tristeza, uma nova mulher, então conhecera
Uma madrasta má Branca de Neve ganhou.
Uma terrível feiticeira que a seu marido matou.

Branca de neve ficara totalmente desprotegida
Sem pai, nem mãe, com quem mais poder contar?
Dependeria da sorte para não desanimar?
E no castelo o que fará quando a idade chegar?
E chegará?

Além de má, sua madrasta era feiticeira
Queria dominar tudo e ter beleza extrema
Não cansava de no espelho se admirar
Vez ou outra sozinha começava a falar:

- Espelho, espelho meu...
Diga se no reino há mulher mais bela do que eu?
Como Branca de Neve era criança – Nâo! - O espelho respondeu.

Contudo o tempo passou,
A maldade da rainha aumentou
E novamente ao espelho novamente ela perguntou:
- Espelho, espelho meu...
Diga se no reino há alguém mais bela e poderosa do que eu?

Não tão poderosa ainda, mas mais bela eu sei que há.
É a Branca de Neve, que um dia aqui reinará.

Maldição, caçador, venha cá!
Tragas o coração da bela em questão
E como prova de sua ação
Dentro desta caixa, de Branca de Neve me trarás o coração.

Fuja, menina, uma ordem recebi
A rainha quer a sua morte mas eu não vou cumprir.

Uma prova falsa então o caçador a entregou
A rainha má acreditou
E o tempo passou...

Ressequida de insegurança, com medo de perder o seu reino
A madrasta perversa virou-se novamente para o espelho
E novamente a velha pergunta ressoou:

- Espelho, espelho meu...
Diga se no reino há mulher mais bela do que eu?
- Sim, Ó Majestade, é tamanha a beleza e também a sua bondade,
Branca de Neve é o seu nome e para ser rainha já tem idade.

A madrasta então se desesperou, refletiu e o espelho completou:
O coração que recebestes era de um animal
Branca de neve com os anões ainda vive num horto-florestal
Sua vida é de paz em meio ao mundo natural.

A rainha má então se disfarçou, uma maçã envenenada preparou
Com feitiçaria encantou e na casa dos anões à Branca de neve ela entregou.

Os anões naquele dia, estavam todos trabalhando
Branca de Neve inocente, experimentou e foi logo desmaiando
Quando chegaram que a viram no chão,
Os anões se assustaram, correram de antemão
O que acontecera? Branca de neve morrera? Teria sido tudo em vão?
Perseguiram a bruxa, querendo matá-la fizeram questão
E foi no precipício que ela teve o seu sumiço.
Do despenhadeiro a madrasta despencou,
Mesmo assim Branca de Neve não despertou...

Mas o mal não, não venceu...
Pois, na primavera um príncipe ali apareceu
Beijou Branca de neve e novamente ela acordou, reviveu.
Alegremente a paz então reinou
E essa história de amor finalmente se eternizou...




Homenagem às Cinderellas



Cinderella – (Emílio Mascarenhas)

Em algum lugar bem distante, na época dos reis
 Uma bela moça vivia com seu pai, um nobre camponês
Viúvo, o pai de Cinderella, resolveu casar-se outra vez
Pensava em alegrar a filha e esquecer-se da viuvez...
 Casou-se, desta vez, com uma mulher que já tinha duas filhas
Porém, não contava ele com a má sorte nem imaginou que um dia morreria,
Deixando para trás órfã para sempre, sua linda filha queridinha.

Cinderella então devagar foi se desenvolvendo
Percebeu em algumas falas a humilhação crescendo
E entristecida viveu à sua madrasta sempre obedecendo:

Cinderella, Cinderella, ande logo, venha me atender!
Cinderella, Cinderella, o café venha fazer!
Cinderella, Cinderella, os vestidos para costurar!
Cinderella, Cinderella, ande, venha a poeira retirar!
Cinderella, Cinderella, da casa vá cuidar!

E a vida de Cinderella um inferno se tornou...
Foi quando um cocheiro do Rei, nomeado duque a casa chegou
Tocou a campanhia e anunciou:
“Recado do rei, recado do rei.
Tenho um convite e pessoalmente entregarei”

Cinderella alegre disse: Pode deixar, meu caro, senhor, eu mesma receberei.
Madastra, Madastra, olha o que veio do Rei
Um convite para o baile, todas nós fomos convidadas, inclusive eu irei

Mamãe, mamãe, vai deixar à festa Cinderella ir?
Se terminar os afazeres ela pode conosco vir.
Cinderella então animou-se, mas de nada adiantou
Sua madastra má o serviço então aumentou
A casa, a roupa, tudo recomeçou
E até a roupa que conseguira, o belo vestido
Se estragou, Cinderella, triste chorou,
Ficou presa em casa, sem nenhuma inspiração
Foi quando uma fada, ouviu o seu choro em canção

Sou sua fada madrinha e vou conceder-te alguns desejos
Irás ao baile mas tenho-lhe um segredo
Desta magia e encanto, irás ouvir as doze badaladas
Da meia noite em diante, tudo voltara a ser como era antes
Aproveite o bale e a companhia do príncipe a cada instante
Viva a noite dos seus sonhos e volte radiante.

Cinderella então foi ao baile e dançou
Nunca fora tão feliz, mas o som das horas lembrou como um juiz
Que era hora de ir embora, teria que fugir
Um pequeno sapato para trás deixou
O príncipe se desesperou
Encontrem-na e descubram-na para mim
Quero casar-me com ela, ser feliz enfim
Mas a ninguém o sapato servia
Foi quando naquela casa o duque invadia

Vim ver as donzelas a mandado do rei
Um sapato nos seus pés experimentarei
Se encaixar uma nova rainha futuramente tereis

O mal novamente no olhar da madrasta se viu
Mas vencer a prova do sapato não conseguiu
Suas filhas não seriam princesas
Mas Cinderella viraria membro da realeza
O sapato de cristal perfeitamente se encaixou
No pé de Cinderella, e logo brilhou
Então ao castelo ela foi levada
Para ser rainha foi preparada
E para sempre ali ela reinou, nunca mais sofreria
Mas para sempre viveria, ao lado do seu amor...








sábado, 29 de abril de 2017

Desculpe, há um cidadão querendo passagem.

A maioria dos empresários nunca saberá ou lembrará o que é ser um assalariado, ter família ou direitos que lhe estão sendo negados. Só quem acorda as 4, 5 horas da manhã, anda de ônibus ou trabalha exaustivamente a fim de que o outro lucre, cresça às suas custas e quem teve avós vai saber o que uma reforma da previdência custa. Não é uma empresária ou uma esposa de empresário que necessitará por exemplo da licença maternidade para amamentar o seu filho, elas nem precisam trabalhar, muitas vezes o fazem para sentirem-se úteis ou para ostentar luxos e caprichos, são raras as que não desposam "velhos temers" pela necessidade do conforto, mas desde as empregadas domésticas e os garis até os médicos contratados pelo serviço público saberão como essas ideias absurdas de reforma prejudicam os direitos mais humanos e inclusive de liberdade dos cidadãos brasileiros. O fato é que o menor é que sustenta o grande. Valorize seu emprego, valorize a sua vida, mas também saiba o seu próprio valor. Para aqueles que "geram empregos": valorize o seu empregado, ele também é um ser humano.
 (Texto escrito por um professor  que está sem receber o 13º salário desde dezembro de 2016 e que não tem previsão de receber, mas que não aderiu à greve, nem foi para as ruas, nem apoia partido ou depredação e que continua trabalhando, mas sente os efeitos da crise, porém, tem consciência de que pode ficar pior a condição de se trabalhar nesse lugar chamado Brasil).

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Ensaio sobre a cegueira - I

Ensaio sobre a cegueira - Parte I

O enfrentamento de mim
(Emílio Mascarenhas)


Quando alguém escolhe te dizer a verdade, mas estabelece uma relação de neutralidade e respeito essa pessoa está sendo imparcial e verdadeira, muito mais porque ela não precisa de você ou de nada que você possa oferecer a ela, há uma análise neutra de determinada situação, mas quando eu ponho o que eu gostaria, ou julgo por favoritismo ou apenas julgando sem interesse em conhecer seus erros, não estou sendo imparcial.
Um grande erro de nós humanos é acharmos que somos melhores do que os outros ou que os outros são melhores apenas porque são "nossos" ou "do nosso meio"(vínculo afetivo), mas admiro quando percebo que tenho amigos verdadeiros quando essa pessoa não toma partido a favor de mim mas analisa a situação como um todo e reconhece os meus erros também e me sinaliza isso. "Não, não passe a mão pela minha cabeça, afinal você não precisa de nada de mim", atitude de maturidade e coerência.
Querer o meu bem só porque eu sou seu irmão, primo, chefe, porque eu posso precisar de você não é sinal de que me importo ou me preocupe com você como um todo, mas talvez com o que eu posso ganhar ou me beneficiar tendo você do meu lado. E se eu não tiver nada a te oferecer? Eu não tenho nada a te oferecer mas tentarei ser verdadeiro sempre que puder, talvez devesse ser a frase mais ouvida pelos que são mais humanos, mas o sistema nos corrompe.
Eu preferiria um sorvete, após uma longa caminhada mas em uma companhia sincera, alegre, divertida e desprovida de preconceitos, do que uma viagem internacional com alguém que quer apenas "viajar comigo" Prefiro viajar no sabor do sorvete, a experimentar a necessidade do que lhe proporciono.
Não posso julgar o outro pelos meus erros, unicamente pela minha história, mas somos tendenciosos a fazer isso, achamos que nossas verdades devem ser vividas e experimentadas por outros, pois é a nossa verdade, porém quando eu entro em contato com o universo e descentralizo minha mente, profissão e preferências eu sou capaz de julgar a mim mesmo e perceber o que é que em mim ainda está errado e o que que eu preciso mudar, não me ver é ensaiar-me sobre a cegueira, não julgar é não me por em julgamento, não se interessar também é uma forma de não se preocupar.
Admiro quem se preocupa, quem é genuíno, constante e desinteressado no que o outro possa oferecer, nesse ponto o doar de si, demonstra muito mais abnegação do eu, significa ser para o outro aquilo que ele precisa ser, saber ouvir, sem interesse pessoal de receber algo em troca.
O pensamento de não poder dizer certas coisas por que posso te magoar ou causar um enfrentamento significa que eu não estou sendo verdadeiro comigo mesmo ou com o que eu penso. Mas poucas pessoas sabem dizer o que pensam e terão coragem de fazê-lo de forma imparcial. Poucas pessoas conseguirão abrir mão de si e serem honestas consigo mesmas.
Franqueza é diferente de sinceridade, mas sinceridade é um assunto pra outro dia...
Aos corajosos e imparciais, os meus parabéns e a minha gratidão.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Nem sempre maquiar é bom...

A maquiagem só serve para você esconder uma imagem que você não possui e pior desagrada quando alguém percebe coisas que você quer esconder...
Quando você se aceita como você é e se olha na frente do espelho e sabe que tem alguém que te ama mesmo vendo as suas imperfeições você não vai querer usar mais maquiagem para se esconder atrás de um rosto bonito. O motivo da maquiagem se vê ao longo dos anos na pele abafada e destruída, você não precisará de maquiagens se fizer o que é correto com sua pele, seu corpo e organismo, mas se precisar usá-la um dia, talvez seja para se exibir com quem está do seu lado e por te amar como você é, ninguém casa com mentira, ninguém pode usar uma maquiagem infinita, ou você aprende a viver sem ela ou vai sofrer as consequências de usá-la constantemente.
Sua pele vai te agradecer sempre que você não usá-la, quem te conhece vai perceber em um ou em outro momento os sinais na sua pele, as rugas escondidas ou as coisas com as quais você não sabe aceitar em si. Você pode até se deitar com alguém de maquiagem mas vai perceber que um rosto limpo é um rosto real, um rosto que você conhece porque acorda do seu lado e você conhece e reconhece, mesmo estando sem a maquiagem. Uma pessoa bonita é bonita por dentro e por fora mesmo sabendo que um dia ela poderia usar a maquiagem, mas há casos em que não é necessário...pra quê maquiar? 

Nem toda imperfeição será coberta, nem todo rosto bonito pode realmente ser belo. 
Entre um rosto limpo, cheiroso e perfumado ou uma pele abafada, ressequida e desnutrida, qual tem mais valor?

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Vou te dizer o que aprendi...



Vou te dizer o que aprendi
Aprendi a amar
Aprendi a sorrir
Aprendi a valorizar
A sofrer e a ser feliz
Aprendi que tudo está a mudar
E muita coisa está por vir
Aprendi que não nascemos sabendo andar
Mas que o caminho é prosseguir
Aprendi que não posso deixar de aprender
Mesmo tendo muita experiência de vida
Aprendi que as coisas boas jamais devem ser esquecidas
Que os erros foram lições de uma vida vivida
E os acertos as pedras preciosas desta surpresa chamada vida
Aprendi que posso ser velho sendo jovem
Que posso ser jovem sendo velho
Que posso me machucar com um, dois, 17 ou 100 anos
Mas que posso me levantar e viver mais alguns anos...
Aprendi que nem tudo o que queremos nós vamos conseguir
Mas aprendi de tudo isso que dos nossos sonhos nós não podemos desistir
Pois enquanto tivermos vida eles irão nos mover
Nos farão acreditar que fomos feitos pra vencer
E se um dia eu descansar, não me leve, muito a mal, meu caro amigo
Envelhecer é um processo natural de todo ser vivo
Resta saber aprender e esse aprendizado não ser esquecido,
Isso é viver e é o que eu tenho vivido.