terça-feira, 2 de junho de 2015

Cenários e memórias.


O que lhe vem à mente quando você ouve falar em praia? Qual a imagem que lhe aparece quando você se imagina numa praia em pleno dia de Sol? Imaginou? O que você pensa sobre uma noite de luar perfeita? Como seria ideal uma noite de luar? Com nuvens? Fria? Clara e límpida visualizando a lua e as estrelas? O que lhe vem à mente quando você ouve a palavra amor? Quem lhe vem à mente quando você ouve a palavra família? Você gosta de música? Qual o seu estilo? Que som faz você viajar e se embalar e sentir-se longe de onde está agora? Somos feitos de memórias, sensações, sentimentos e emoções. Dizem que a razão existe e deve ser a base de toda atitude e qualquer decisão, alguns afirmam que é a emoção que dá o equilíbrio para que não sejamos racionais demais ou há ainda quem acredite que a emoção não serve para muita coisa. Vamos supor que você ganhou um par de viagens numa promoção qualquer dessas que te leva para um lugar fantástico e com tudo pago. Quem você levaria nessa viagem com você?
Você está na praia, ao contrário do que pensou no início, essa praia está deserta, sim completamente deserta mas não por que é sua praia particular e você comprou por ter ficado milionário, não, não é isso. A praia está deserta porque você não tem alguém do seu lado e porque nela não há mar e o dia está muito quente para poder ficar muito tempo alí. Você decide ir embora. Quem suportaria sozinho uma temperatura altíssima desse jeito? Sem mar? Não. Você busca um abrigo e fica pensando em como sair dali.
As cenas mudam, não, você não vai ficar no deserto para sempre, alguém te salva. Você foi resgatado e passará a noite num lugar seguro, com direito a um bom jantar, roupas limpas e um bom banho, num lugar bonito, mas ao olhar na janela você percebe que há algo estranho...
Ao se aproximar da janela percebe que o céu está limpo, bem visível, resolve sair para olhar as estrelas ou ver como está a lua hoje, mas descobre que a lua está opaca, sem brilho e o céu sem nenhuma estrela, como um manto negro e você se pergunta o que está acontecendo...
A praia poderia não ter água, a noite poderia ter um céu sem estrelas, até sem luar, mas se você tivesse alguém poderia ter com quem conversar ao menos ou lhe perguntar "o que está havendo, aqui?". Ninguém vive sem ter com quem contar na vida e é isso que marca os dias de praia ou as noites de luar ou as viagens que fazemos, até as músicas que escutamos, ou os dias nos "desertos". Quem você levou para a viagem? Não, não me responda, agora pense comigo, quem estaria te esperando no seu regresso?
Valorize quem está do seu lado, quem te ajuda nos momentos difíceis, quem apesar de saber de todos os seus defeitos ainda estende a mão e te ajuda, quem briga com você, mas também te aconselha, quem diz o que precisa mesmo sem você querer ouvir, ou simplesmente quem te acolheu quando você mais precisou. A vida só tem sentido quando valorizamos as pessoas, pois as coisas só farão parte do cenário aonde as personagens estiveram e fizeram histórias. Um dia serão as pessoas que deixarão de existir e só existirá algum cenário ainda que momentâneo e as memórias que poderão ser positivas ou negativas.
As notas existem para compor canções. Que som você está compondo com as notas que você tem? Que lembrança você deixará quando a vida se findar? Como você quer ser lembrado(a) quando tudo chegar ao fim? Ou quando você irá valorizar todos aqueles que compõe o cenário da sua vida? Te deixo com tudo o que você tem, mas tiro as pessoas que fazem parte da sua vida, o que lhe resta? Cenários e memórias, apenas isso.

domingo, 24 de maio de 2015

Você alternativa














Você imita o som,
você imita o tom,
você imita a tez,
você imita a imagem desta vez,
Você rouba a cena,
Você apaixona e envenena,
Você se conecta pela antena,
Ciberneticamente vive às veias plenas,
Psicodelicamente não entende o que te engrena,
"Eu"-liricamente perdida entre as hienas,
Finge e esboça um sorriso...
Um sorriso salutar, mas que é só seu.
- Aternativa? Eu?

(Emílio Mascarenhas)

domingo, 12 de abril de 2015

Escolhas

- E se tudo for ilusão da sua, da minha cabeça? E se seu amor não for suficiente? E se eu não corresponder às suas expectativas? Quero ver você feliz, não despedaçada.
[...]
- Eu não sou a melhor das suas escolhas.


Felicidade? O que é isso?


Não me queira só porque eu sou a sua única opção "mais correta" no momento,
Não me queira porque você acha que sem mim você nunca será feliz,
Não me queira porque sua família gosta de mim
Ou porque sua mãe gostaria de me ter como genro,
Me queira apenas se você realmente me quiser,
A despeito de quem sou, de quem fui ou de quem eu poderia ser.
Você pode e deve ser feliz e eu torço pela sua felicidade,
Mas a felicidade não sou eu, é um estado de graça.



No meu deserto












Quem eu sou?
mais um rosto tão comum,
sem jeito,
perdido e salvo
num esconderijo.
Segui até aqui com meus pés cansados
                                                            do tempo daquilo que faltou ser.

Em dias iguais vou dedilhando a duras pedras os caminhos por onde passei...

E
aqui
estou.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Pátria amada, Brasil.

Tem dias que me revolta a desconstrução cultural de um país tão rico em diversas áreas, tem dias que a desvalorização de tantos profissionais qualificados me obriga a repensar sobre qual seria a melhor profissão a exercer na minha nação, tem dias que me sinto obrigado a reconhecer que as leis que existem não são cumpridas e que muitas vezes os cidadãos marginalizados(seja por quem for) estão ganhando cada vez mais espaços na sociedade já que a honestidade e o cumprimento do dever vai sendo deixado de lado. Tem dias que me sinto um estrangeiro, pior, um ser impotente diante de tantos fatos que de corriqueiros já não tem mais nada no cotidiano. Em outros dias não me importaria, talvez, mas tem dias em que eu realmente me importo.
Recentemente fiz uma prova cujo tema da redação me fez pensar esse texto...acho que vou ficar jogando a culpa na desonestidade, nos desvios públicos de dinheiro, nos grandes salários pagos a alguns inoperantes, enquanto as coisas vão passando e sendo deixadas debaixo do pano. E incomoda-me. Incomoda-me saber que vagas são vendidas para candidatos em concursos públicos, médicos estão sendo punidos por uma greve manifestando sua revolta por meses de atraso salarial, professores estão pagando as aulas das greves pacíficas por uma reivindicação mais do que justa. Paro e penso: "Estão tirando meus direitos". A verdade é que aos poucos estão interrompendo meus passos, estão me desconstruindo culturalmente e como cidadão vou morrendo e às vezes eu me incomodo, às vezes não.
E você o que espera desse país? E eu o que espero de mim? Depois de tantos séculos de pão e circo, o povo da língua de origem laica não se deixou esquecer que é a base da diversão que se constrói a política desse povo. Abro colchetes e ponho reticências [...]
Abro parênteses, paro e me pergunto: Quem está liderando o que? Aonde vai dar tudo isso?
Não, não somos a América modelo, nação de primeiro mundo com super-heróis fantasiados da bandeira de sua honrosa nação. Meu amado "Chico Bento" continua falando errado, talvez "Blanka" pudesse aparecer e dar alguns golpes na injustiça mas me lembro de que não estou no mundo dos Gibis nem dos jogos de vídeo-game e acho que em terra de Tieta de nada adianta o controle deste jogo onde o boneco vítima é sempre o cidadão no deserto.
Deem-me mais opções afim de que a conclusão da redação seja posta em prática e os desafios deixem de ficar na mão dos heróis falidos e antigamente intitulados com poderes mágicos. Ah, o salário do "Tio Patinhas". E se eu tivesse uma lâmpada com uma loira gostosa chamada Jeannie me chamando de mestre e realizando todos os meus desejos ou me protegendo de todo o mal? Não essa personagem loira não é brasileira, nem é real. Às vezes tenho a impressão de que estamos sós nesta luta diária do "cidadão-quem". Rememoro uma antiga paródia escrita por mim e refaço-me a mesma pergunta: "Ah... e quem há de sanear as nossas palafitas?" E encerro o texto de hoje com a grandiosíssima canção "Brasil, mostra a tua Cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim..."

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Espelho, espelho seu...

   A sua aparência nunca dirá quem você é de verdade, mas seus atos revelarão o que você carrega dentro de você. Algumas pessoas pensam ser melhores do que outras, por se acharem mais belas, exuberantes ou por acharem que são merecedoras de admiração profunda ou respeito, pela sua simples "aparência" quanto o que devia ser levado em consideração deveria ser unicamente o seu interior.
   Nunca me vi como uma pessoa bonita, as pessoas até me diziam mas eu não achava isso, coisa que não sei se ainda me dei conta mas há pouco tempo fui ver uma foto de 12 anos atrás e eu disse para mim mesmo: "nossa, como você era bonito", só que eu não enxergava, acho que o meu espelho estava com defeitos e eu devo agradecer por nunca ter me achado o cara, o perfeito, o melhor do que...bendito espelho que fazia com que eu não me vangloriasse da beleza que possuía...(ainda dizem que sou bonito, às vezes até acredito...outras não, depende do espelho...(risos). Mas o mundo moderno entrou num conceito de beleza externa e extrema que não só apenas acreditam naquilo que veem mas também naquilo que seus olhos querem enxergar o resultado? Pessoas fúteis, vazias que fazem do corpo a única forma de mostrar algo "belo"ou perfeito ao mundo. Não, beleza não é pecado, o belo agrada mas é o que sai da boca que se eterniza.
   A beleza é tão contraditória...diz-se que a beleza está no olhar de quem vê, eu complementaria dizendo que a ausência de beleza está no olhar de quem não se vê realmente como é, no sentido de não enxergar os seus próprios defeitos. Não, não, não estou aqui para julgá-los, tenho espelhos, sim no plural. Eu diria que todos temos espelhos, belezas e defeitos contudo há algo que me incomoda de verdade: é a falta de educação, é o egocentrismo, é a pseudo autossuficiência que se perde num gesto até impensado mas que se revela pelas palavras vazias de compreenssão de quem não se vê.
   As pessoas usam óculos e não enxergam,  conversam mas não se entendem, utilizam os meios de comunicação mas não sabem se comunicar, se dizem éticos, criam perfis, vivem estilos de vida pré-definidos como os melhores ou mais felizes, porém não são aquilo que demonstram nas fotos sempre amistosas e sorridentes, há dentro do espelho uma escuridão que não percebemos e é aí que paro e lembro da feiura, sim, a feiura deveria agradar mais do que a beleza, eu diria que uma pessoa deveria gostar de mim não pela beleza que ela vê na minha aparência física, devo ter alguns atributos, até admito, mas ninguém mostra como é feio por dentro ou se mostra não consegue se ver assim. Parece que é mais interessante camuflar, disfarçar, será que estou errado em não gostar de espelhos? Talvez eu não goste tanto de espelhos por que eles só dizem o que eu sou, ou, como eu estou por fora. E por dentro? Como me avalio? Como será que me vejo? Será que tenho características e qualidades que mereçam a admiração de alguém? Será que respeito o outro mesmo sendo ele diferente de mim em algum aspecto? Pior e se ele for "igual"em algum momento, será que consigo me ver nele também? Acho que talvez o chamado "espelho-outro" incomode.
   A vida é um processo duro de aprendizagem e de saber lidar com pessoas diferentes e diversas, e, são vários espelhos lustrados ao longo de décadas ou ilustrados ao longo de épocas. A beleza seria mais aceitável de verdade, se "eu" reconhecesse que não sou tão feio por fora, mas que também não sou tão bonito por dentro. Não são as minhas habilidades que me fazem melhor do que alguém, a língua que domino fluentemente ou os talentos que eu possua, mas como eu trato e vejo as pessoas, mesmo acreditando possuir atributos que a sociedade possa se orgulhar aparentemente.
   Não é o outro que vai dizer quem sou, como devo ser ou como deveria agir, espelho não fala, mostra...
... eu mesmo é que deveria refletir sobre minhas imagens construídas, meus espelhos lustrados e ilustrados sobre quem realmente eu sou, antes de sair por aí acreditando que o meu espelho tem a melhor imagem. Há um conto interessante, reescrito por Ricardo Azevedo que se intitula assim: "O caso do espelho". Será que o meu texto poderia se intitular "O caso de quem não se vê"? ou "Como você se vê?" talvez... "Você se vê em mim?"
A verdade é que às vezes temos que ser espelho(referência) noutros momentos espelho aparência(daqueles com efeitos) e talvez não vejamos que somos apenas uma imagem distorcida do que somos de verdade e não são os óculos que farão você se enxergar. O problema está no espelho? O conhecimento vai além do que se vê.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Viver vai além...

E há muita mente vazia e egocêntrica, alguns sorrisos são tão artificiais que nem dá gosto de ver...é, perdoem mas é pouca gente olhando para dentro de si mesma. Poucos estão lendo algum livro, assistindo a bons filmes ou conversando entre os próprios membros da família, o que é um caos, ao meu ver. Gosto de almoço em família, conversas na beira da porta, contar os "causos" antigos e sinto falta, acho que há um certo saudosismo do que já experimentei talvez até de quem já fui. Admito que o mundo virtual desvirtuou muita coisa na sociedade, mas a culpa isolada seria injusta e espero que cada um reconheça-se daqui a um tempo e possa pelo menos sentir saudade de alguma coisa boa, vívida e real que lhe deixe um legado ou lhe dê um significado talvez até existencial e não estou falando de festas ou baladas banhadas a corpos seminus e perfumes exagerados e bebidas em excesso com um som alto que muitas vezes ninguém escuta a sua própria voz.
Sou daqueles que pensam que para se ter um amigo, você não precisa estar numa rede social, não pelo menos na minha(apesar de ter bons amigos assim), mas nem sei para que que ainda mantenho a bendita conta se a maioria que lá se encontra conheci no mundo real... talvez seja para matar a saudade dos que realmente estão distantes geograficamente, ou, talvez seja essa tal modernidade que ao invés de aproximar, afasta as pessoas e buscamos de uma outra forma completar aquilo que não se completa sem o contato físico, o olho no olho, o som da risada, o abraço fraterno. Paro e reflito: precisamos menos de números de aplicativos para o celular e mais de conversas longas e verdadeiras, saudáveis, menos festas e mais um dedo de prosa, menos mundo virtual e mais mundo real ou um "li num livro essa semana" e isso ser o início de um papo mais "cabeça". É bem possível que muita gente poderia se sentir mais feliz e com certeza mais completa, penso eu que também até surgiria esse saudosismo dos bons momentos e dos "velhos" amigos ou dos parentes verdadeiros que estou aqui tentando esboçar. Talvez tudo isso se tornasse um marco na mente de cada indivíduo que quisesse ter memórias.

Viver vai além...

(Emílio Mascarenhas)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

sábado, 28 de setembro de 2013

Pages of photos...

Pra quem curte fotos:

http://emiliomascarenhas.wix.com/essencial

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Adaptação para teatro da obra: A dama das Camélias (Para a turma do 9 ano)

E após 3 longos dias de trabalho, surge o roteiro...


Texto Original de Alexandre Dumas Filho
Tradução: Walcyr Carrasco 
Editora: Moderna
Adaptação para a peça teatral para um projeto escolar em 2013 no II semestre.
Direção geral, roteiro final e musicografia: Emílio Mascarenhas

Personagens: 

Marguerite Gautier

Prudence(amiga de Marguerite)

Armand(grande amor de Marguerite)
Duque “pai adotivo”
Pai de Armand

Nanine(empregada de Marguerite) 
Gaston(amigo de Armand das festas)

Julie Duprat 

O homem que compra o livro
“CONDE N” que sustenta e é amante de Marguerite.

A paquera de Armand em uma festa pra provocar Marguerite.

Obs: Alguns personagens são opcionais, alguns trechos da obra foram suprimidos e todos os outros personagens serão convidados das festas que circulam nas cenas, comem e bebem nas festas e olham a cortesã admirados sempre pela sua beleza. Alguns desses homens Marguerite brinca flertando durante a festa e todos ajudam na troca dos cenários arrumação e organização. Peça organizada e dividida em 6 atos.

 

Abertura:

(____________________)= A história que vocês verão, aqui retratada esta noite, é baseada em fatos reais. Foi através deste livro que entrei em contato com o homem mais apaixonado que conheci, por uma dama que era cortejada por todos de sua época. Nossa peça, adaptada do texto original de Alexandre Dumas Filho, teve a participação de vários colaboradores. Desde a produção inicial do texto até o último retoque de Maquiagem e nós só temos a agradecer. Bem, foi através de um leilão aonde um livro fora encontrado que tudo começou...

Ato I – Cena I

Homem que comprou o livro(_________________) anda pelo palco emocionado por ter adquirido o livro com a dedicatória à Armand.
Homem que comprou o livro(_________________) - Nem acredito, como pude dar tanto dinheiro num livro apenas pela sua dedicatória...tudo bem, é um livro perfeitamente encadernado, filetado a ouro com o título Manon Lescaut mas o que me deixara realmente intrigado era a dedicatória:
“Manon a Marguerite,
Humildade.
Armand Duval.”
 Eu nem imaginaria que conheceria o dono dessa assinatura e essa belíssima história...
Entra Armand Duval.
Armand(____________) – Foi o senhor que comprou o livro no Leilão dos bens de Marguerite?
Homem que comprou o livro(_________________)- Sim, e agora ele me pertence, paguei um preço muito caro por ele.
Armand(____________) – Diga quanto foi eu o restituo.
Homem que comprou o livro(_________________)- Mas por que eu o venderia?
Armand(_____________________) O srº viu a dedicatória? Na capa do livro...?
Homem que comprou o livro(_________________)- Sim...e?
Armand(______________________) – é a única lembrança que me restou dela...da Marguerite Gautier, sou Armand, vou contar-lhe minha história...
Neste momento as luzes se apagam e o som da música da festa começa a tocar, personagens já estão posicionados e ao som da música começam a interagir, as luzes se acendem e começa então a cena nº dois.


Ato II
Cena II
Espaço: Casa em noite de festa
Música inicial:[...]
Margerite e Prudence recebem os convidados, Prudence chama o garçom belisca algo, os convidados conversam e interagem, sempre sorrindo...
Armand(______________)- Como você me traz à uma festa aonde eu não conheço ninguém?
Gaston(______________)-  Porque você anda estudando demais, precisa ter vida social, sair conhecer gente. Cala a boca e aproveita a festa...
Muda a música para uma mais lenta... (Doce Vampiro até 0:38 segundos enquanto um homem a convida pra dançar e ela envolve os braços sobre os ombros dele.
O som vai abaixando lentamente e após 2:30 vai sumindo como se encerrasse.
Eles, Armand e Gaston estavam dando uma volta pela sala e exatamente nos 2:30 da música (“...até me matar...”)) ele a olha e pergunta...
 Armand(______________) Quem é aquela? – pergunta Armand para Gaston apontando para a bela com um vestido de seda branca, a Marguerite.
Muda a música [...] (toca até 1:31)
Gaston(______________) – Marguerite Gautier, meu jovem, Marguerite, a lady.
Ela dança, ele a observa. Ela sai de cena correndo vai para o quarto, tosse enquanto os personagens estão na sala, mancha o lenço de sangue e volta. Eles permanecem na sala.
Música [...](trecho de 0:54 a 1:05). Parte editada até [...]...barulho de flash. Armand assustado pergunta:
Armand(______________)- Ei, aonde você vai?
Gaston(______________) – Vou falar com ela, ora. Venha comigo, ande. Vou te apresentar à grande cortesã.
Marguerite já voltou e dá atenção ao seus convidados, eles encostam e Gaston apresenta seu amigo para ela. Armand beija sua mão e se curva sorrindo ainda que timidamente.
Gaston(______________) – Marguerite, não se espante se o nosso amigo aqui está um pouco calado...mas é a vossa beleza que o deixa emudecido...
Marguerite(______________) – pois parece que que o sr, sr Gastão, é que achou perturbador vir sozinho...
Armand(______________)- Não, não, é que...
Musica [...]de oo:oo até 0:51 segundos
Ele gagueja e diz:
Armand(______________)- ...é que eu pedi para ele apresentar-me à senhorita...
Marguerite – Pois então, muito prazer, espero que curta bastante a festa. – Ela pega Gaston pelo braço dá uma volta pelo salão, larga-o e ele retorna para falar com Armandque havia ficado sozinho distraindo-se...
Gaston(______________)-Ela nos convidou para um jantar no próximo Sábado. Vamos?
(Prudence e Marguerite cochicham e riem...)
Armand(______________) – Claro que sim...!! Mas por hoje vamos que está tarde...
Prudence(______________)- Posso ser merecedora de uma carona?
Gaston(______________)- Vamos, por quê não?
Os convidados aos poucos vão saindo, se despedem dela. Prudence acompanha-os. Ela no quarto encosta no rádio sintoniza a rádio: Toca a música [...] e dança sozinha se trocando para dormir...aos 3 minutos da música quando só o back estiver cantando entra o conde que ficou sentado na sala sozinho após todos terem ido e quando ela deita na cama e ele entra no quarto tira a camisa deita com ela as luzes se apagam. Após uns minutos levanta e sai...ela dorme.
Ato III
Cena III
Ela levanta, vai trocar de roupa. Chegam Prudence e Nanine.
Marguerite(______________)-Vamos arrumar as coisas para o jantar.
[...] enquanto ela acorda se arruma e dança, canta(dubla) e arruma as coisas do jantar com Prudence e Nanine paralelamente. Os pratos já deverão estar na mesa, ela põe a toalha ajusta os talheres, taças e Nanine vai nos fundos volta com os pratos, Prudence ajusta tudo. Quando tudo estiver organizado(final da música) Armand e Gaston buzinam e ela abaixa o som e Nanine abre a porta.
Nanine(______________)- Boa noite, podem entrar, a senhorita Marguerite está à espera na sala de jantar.
Ela de costas finge não saber que ele chegou, vira-se e o vê... só faz cara de dúvida ao que ele entende e diz...
Armand(______________)- É...o Gaston não pode vir, surgiu um compromisso de última hora, senhorita.
Ela sorri e diz:
Marguerite(______________)- Sente-se conosco.
Nanine serve o jantar, põe uma música pra tocar[...]e sai...
Eles continuam conversando, elogia a comida, ela agradece, pergunta coisas comuns ele diz estar quase se formando e que tem um emprego público de um turno na prefeitura... ao final da ceia, Marguerite tem uma crise de tosse, fecha os olhos de dor, eleva o guardanapo à boca, levanta-se e vai até o quarto ligeiramente.
Armand(______________)- O que aconteceu, Prudence? Disse algo indevido?
Prudence: Passo muitas noites aqui com minha amiga, Armand, mas ela dorme muito tarde quase todas as noites dorme lá pelas duas da manhã.
Armand(______________)- Mas por que tão tarde?
Prudence(______________)-Ela tem sentido dores no peito e às vezes tem febre. Às vezes vou embora pois o Conde N. vem visita-la, um homem muito rico mas ultimamente nem ele ela o quer ver...
Armand(______________)- Posso?
Prudence balança a cabeça afirmativamente e o acompanha. Eles dirigem-se ao quarto dela.
Prudence(______________)- Ela tem expectorado sangue, não se assuste, belo rapaz...e de antemão afirmo que ela vai querer ficar só. Vou retirar a mesa e depois iremos embora. Não se demore.
Prudence os deixa no quarto conversando e vai retirar os pratos da mesa.
Marguerite encontra-se recostada na cama como que sentada, um pouco séria...pálida e com o lenço na mão. (pega um leque e se abana ou bebe um pouco d’água)
Armand(______________)-Sofres muito, linda Marguerite?
Marguerite (______________)- Já me acostumei...- diz ela enxugando os cantos dos olhos e pondo o lenço com o dedo abaixo do nariz e depois encostando-o na boca.
Armand(______________)- Fiquei preocupado...
Marguerite(______________)- Pois não fique, nada se pode fazer contra isso, essa doença ainda não tem cura...ainda não encontraram...
Ela levanta-se olha-se no espelho.
Marguerite(______________)- Nossa, como estou pálida- ajusta o vestido, arruma o cabelo. – Vamos voltar para a sala, Prudence deve estar estranhando nossa demora.
Quando ela vira, ele a olha firmemente nos olhos toma sua mão à dele e beija suavemente.
Armand(______________)- Escute, Marguerite, o que vou dizer você já deve ter ouvido diversas vezes, talvez você não acredite em mim ou ache tudo meio confuso, cedo demais para tal sentimento mas desde o primeiro dia em que a vi, não consegui tirá-la dos meus pensamentos. Não há um dia sequer que eu não pense...
Prudence entra e interrompe...
Prudence(______________)- O que fazem aí?
Marguerite(______________)- fique tranquila, Prudence, o jovem srº Armand já estava de saída.
Armand (______________)- Marguerite...
Marguerite (______________)- Mulheres como eu sempre acabam abandonadas, meu querido...
Ele a puxa pelo braço põe a mão na cintura e dá um beijo na bochecha(técnico)
Armand(______________)- Não quero que me esqueças. Dê-me uma oportunidade.
Marguerite(______________)- Estou doente e já não quero falar sobre isso agora...seja meu amigo e vamos nos divertir juntos.
Armand(______________)- Eu a amo desde que a vi.
Marguerite(______________)- Você é diferente dos outros...mas não é rico, mal pode se manter...e além do mais quero ser livre, fazer tudo o que me agrada.
Armand(______________)- Posso tentar te fazer feliz, eu a desejo tanto...
Marguerite (______________)- Amor... falas com uma convicção que me assustas...como se soubesses o que é o amor.
Armand(______________)- Posso até não ter vivido tantas aventuras mas não duvides do que sinto.
Marguerite(______________)- “Amor não é amor...” já ouvistes esta frase?
Armand: Shakespeare?
Prudence (______________)- Exatamente...- diz Prudence adentrando ao quarto. - Vamos sr Armand? Já são 22:00 horas e a senhorita deve repousar, amiga. O conde chegará às 23:00 horas.
Marguerite(______________): - Nem queria vê-lo, já me entedia sua presença... melhor não vê-lo hoje.
Prudence(______________): - Mas lembre-se que é ele quem paga as suas contas...
Marguerite(______________): - Bom...de qualquer forma é melhor irem...obrigado pela companhia. Acompanho-os até a porta.
Toca a música [...]Monique Kessous(de 00:00 até 0:45).
Marguerite: Onze da noite...
Ela abre a porta e entra O conde N.
As luzes vão se apagando e tocando a música “[...] a partir de 3:00 até
Ele a abraça, ela não o beija, deitam no chão e quando acaba a música ele levanta e sai.

Ato IV
Cena IV
[...] Tempo em que Marguerite levanta do chão, vai até o quarto se olha no espelho.
[...]

Marguerite(______________): - Alô, Prudence...? Você tem o telefone do Armand? Sabe aonde ele mora? Certo, ok, pede a ele para vir aqui em casa assim que puder.

[...]

Buzina Armand e ela abre a porta.

Armand(______________): - Queria me ver?
Marguerite(______________): - Sim, na verdade conversar com você! Entre...

Antes que ela diga algo ele a abraça e diz:
Armand(______________): -Fique comigo, abandone este tal conde...
Marguerite(______________): -O que você sente por mim Armand?
Armand(______________): - Já disse que a amo.
Marguerite(______________): - Ama até quando? Até aonde? Como saberei se me ama tanto assim realmente?
Armand: (______________): - Amo-te tanto quanto se pode amar...
Marguerite(______________): - Mas eu não o amo, talvez venha a amá-lo...
Armand(______________): - Podemos tentar recomeçar uma nova vida em outro lugar e você abandonar o seu passado...
Marguerite(______________): - Mas terias ciúmes, viverias me pedindo explicações...
Armand(______________): - Não sabes o quanto a amo...
Marguerite(______________): - Darei uma chance mas... estou doente, talvez não tenha muito tempo de vida...
Armand(______________): - Mas também pode ser que melhore com o ar puro do campo...
Marguerite(______________): - Tens razão...
Armand(______________): - Organizaremos tudo para nossa viagem.
Marguerite(______________): - Mas tenho pressa...a vida é curta demais...
Armand(______________): - Darei um jeito em tudo.

((Entra um solo enquanto o povo arruma o novo cenário...))

[...]

Ato V
Cena V

((Música: [...] ou talvez ela cante...)) Eles arrumam a casa, riem juntos, dançam e sorriem. Após isso  ele se despede e vai trabalhar.
Sala arrumada, Detalhes como nova toalha na mesa, o sofá ganha lençol colorido, flores na mesa num jarro, simbolizando mudança de palco, reorganizam a sala e o quarto, mudando de .
Personagens entram para a próxima cena tudo apagado e
Luzes apagadas acendem

Pai de Armand(______________): - Você não vai atrapalhar a vida, o futuro de meu filho sua prost...
Marguerite (______________): - Não baixe o nível srº...por favor, me respeite dentro de minha casa.
Pai de Armand(______________): - Sua casa, sua casa ou de um de seus amantes? O que pretende oferecer a meu filho? Que tipo de vida ele pode esperar ao seu lado, sem estudos, vivendo nessa cidade? E quando as economias dele acabar? Responda!
Marguerite: É verdade que não o amava no início e que só me sentia mais viva por que ele é diferente dos outros mas eu o amo hoje, senhor...eu o amo...
Pai de Armand(______________): - Pois se não queres ver a sua vida e a dele destruída é melhor que o deixe ainda hoje...
Marguerite(______________): - Não posso fazer isso, ele não me perdoaria...
Pai de Armand(______________): - Se não o fizer, contarei tudo o que se passa ao Conde N e logo nem aonde morar vocês terão... e se o ama de verdade concordarás comigo.
Ele sai deixando ela aos prantos.
[...] começa a tocar, ela arruma as malas(ela aproveita para já tirar a toalha, joga as flores fora, tira o lençol do sofá para preparar a cena para o final, deixa uma carta em cima da mesa, olha pra tudo na casa se despedindo chorando e vai embora... O som vai abaixando quando ele chega.

Ele chega em casa, procura por ela e vai perdendo o sorriso, vê que as coisas estão diferentes

Ele lê a carta e chora…

Armand(_________): - Como ela pôde? Dizer que não me ama e não consegue viver sem a vida antiga que ela levava? Por favor, Marguerite, nããããooooo...
==========================================================================================================================================================
Um medley...
[...]
==========================================================================

Ato 6
Cena VI – Final

Marguerite de cama, à beira da morte. Prudence na sala como que cabisbaixa orando e Julie no quarto com Marguerite.
Marguerite(____________): - Julie, vou escrever uma carta e quero que a entregue a Armand.
Julie(____________): - Mas senhora, pense positivo, não entregue os pontos...
Marguerite(____________): - Já não há mais o que fazer Julie, minha saúde esta muito abalada, depois que voltei do campo ela só piorou...dizem que a tristeza enfraquece até os ossos, vai ver que foi isso que aconteceu...sei que não me resta mais muito tempo...se ao menos pudesse vê-lo só mais uma vez...é melhor eu repousar um pouco sinto me um pouco tonta e enjoada.
Julie(____________): - Oh, céus...
Julie sai chorando com as mãos nos olhos e conta a Prudence que ela está piorando e deseja rever Armand.
Julie(____________): - Prudence, ela piora a cada hora que passa...não é bom chamar o sr Armand? Parece que este é o seu último desejo...rever o seu grande amor...
Prudence(____________): - Não sei Julie, não sei se seria bom ela vê-lo neste estado ou ele vê-la assim...mas talvez você tenha razão... Vou ligar pra ele...
Julie(____________): - E então, ele vem?
Prudence(____________): -Não atende...
Julie(____________): - Tente novamente, por favor...
Prudence(____________): - Armand, preciso vê-lo. Quero conversar com você! Não Armand, por favor, escute...
Julie(____________): - O que ele disse?
Prudence(____________): - que não quer saber dela já que ela o abandonou...e ...que esta tentando recomeçar a vida dele... mas não contemos nada a ela ainda...vou pessoalmente conversar com ele. Vou tentar descobrir aonde ele está... Verifique como ela está.
Julie(____________): - Dormindo, senhora.
Prudence: Vou até a casa do pai dele, quem sabe não consigo alguma informação sobre o endereço de Armand.
Julie(____________): -  Senhora, preciso comprar remédios para amenizar as dores de minha dona Marguerite.
Prudence(____________): - venha comigo, deixo você na farmácia e você volta de táxi pra não demorar, não quero que ela fique só por muito tempo. Mas deixe um bilhete na mesa.

Elas saem e Marguerite levanta-se. Ainda muito fraca, vai até a sala, não vê ninguém abre a porta, reclama de calor e abafamento e se abana como que sentisse calor, deixa aberta a porta, escreve a carta lendo em voz alta cada linha...

Querido Armand,

Não o verei mais porque estou perto do fim, e uma grande distância nos separa. Ah, pobre Armand! A sua Marguerite mudou muito, é melhor que não a veja mais. Perdoe-me, eu também te amei te todo o meu coração...
Estou de cama há mais de um mês e dou tanto valor ao seu afeto que comecei a escrever a história de minha vida, diariamente. Desde o dia em que nos separamos, a pedido de vosso pai...perdoe-o ele só queria o seu bem...porém eu não tive mais forças para continuar...
Gostaria de deixar alguma coisa para você mas tudo que eu tenho será leiloado em breve pois devo muito aos credores...só espero que não façam o leilão antes de meu fim. Mas meu amado, venha ao leilão e fique com algo, compre alguma coisa que tenha sido minha, pelo menos como recordação.
Seria muito bom se me fosse permitido ver-lhe antes de morrer! Mas, de acordo com todas as probabilidades , só me resta dizer adeus!
Perdoe-me se não escrevo uma carta mais longa mas é que estou fraca e minha mão se nega a continuar escrevendo.
Sua amada,

Marguerite Gautier .

Sente dores ao terminar a carta, levanta-se e caminha ate a porta com a carta na mão e cai no sofá ou chão após um grito/gemido de dor.
Armand entra.
Música de “velório/suspense” [...] enquanto isso Armand entra a vê no chão lê silenciosamente a carta e a abraça em prantos. As luzes se apagam.
Música[...]Finda a peça. Luzes acendem.
Todo o elenco se reúne em cima do palco, toca a música toda [...]
========================================
* As músicas selecionadas foram suprimidas visando preservar, em certa parte, a apresentação a ser realizada dentro de alguns meses. Script registrado no blog e publicado para segurança, e, com a finalidade de facilitar o acesso para os alunos ensaiarem. Tomara que o projeto fique bom como espero. Que venham os ensaios...