quinta-feira, 4 de julho de 2013

Somos todos diferentes!

"Gostamos mais daquilo com que estamos acostumados"  é uma das frases do último capítulo intitulado "A diversidade como riqueza", do livro "Somos todos diferentes! Convivendo com a diversidade do mundo", da autora Maria Helena Pires Martins, um dos livros da série Aprendendo a COM-VIVER, da editora Moderna.
O livro fala de certa forma da diversidade cultural, musical, biológica, etnológica/racial e até da língua, dentre outras análises e comparações, aproximando o mundo atual e suas complexidades ou diferenças numa linguagem acessível ao público infanto-juvenil, mas é indicado do 6° ao 9° Ano do EF2 e do 1° ao 3° Ano do EM.
Apesar de discordar da autora em apenas um capítulo aonde ela generaliza que os evangélicos não veem televisão e não frequentam cinemas ou festas e que todos os católicos fazem jejum, todas as sextas-feiras da Quaresma*¹, gostaria de indicar a leitura do livro e não só deste livro da autora mas do outro, da mesma série cujo título e tema são: "Eu e os outros - As regras de convivência", também da Editora Moderna. É uma boa pedida para trabalhos interdisciplinares e transversais no ambiente escolar.

Gostaria de citar alguns dos trechos interessantes do último capítulo do "Somos todos diferentes!" : 

"O importante é compreender que a diversidade existente no mundo é uma riqueza..."
"...nossa compreensão do mundo se amplia..."
"O respeito mutuo é a chave da vida em sociedade: respeito pela natureza, por todos os seres humanos, pelas diferentes culturas como expressão de experiências de vida e de necessidades diversas."
E encerro com a fase:
"Conhecer uma outra cultura é quase como tornar-se criança outra vez: é enxergar a realidade por outros olhos. Exige de nós o esforço de nos colocarmos dentro de um outro sistema de valores, de usos e costumes para tentar compreendê-lo em sua lógica interna"

*¹ Capítulo: Cultura ou Culturas, página 26

terça-feira, 2 de julho de 2013

A série Glee...


Pessoas diferentes, algumas com sonhos parecidos outras com sonhos que divergem e indivíduos que se encontram na música o que é um diferencial na vida de qualquer ser humano. Sabemos que a música move sonhos, ideias e ideais, traz recordações, provoca e evoca emoções e muitas vezes motiva a viver ou as pessoas a irem em busca de um objetivo, e, acho que é essa a base estrutural(pelo menos soa como propósito inicial na primeira temporada no que se refere à oferta de "entretenimento" trazida através do GLEE). 
Fui apresentado à série por meu irmão mais velho, na época em que eu fazia um curso de Libras e o vídeo mostrava a inclusão dos surdos numa canção através da dactilologia americana e meu irmão, que já estava assistindo há um tempo, lembrou disso e sugestionou que eu iria gostar da série musical, gostei, gostei do clipe e da interpretação da música "Imagine" do Lennon*.
É uma série que pessoalmente acredito ter começado com a ideia de minissérie aonde foram se misturando músicas, um pouco de drama, um humor irreverente e inteligente e onde a crítica social muitas vezes exerce bem o seu papel, já que os próprios personagens são criticados nos levando a uma reflexão constante sobre a vida, as decisões pertinentes a ela, sobre o amor ao próximo e a diferença entre o amor próprio e o egocentrismo. Talvez por esses fatores, além da abordagem de respeito e inclusão de diversas formas, que a série está entrando em uma nova temporada e apesar de observar que em alguns momentos nas novas temporadas houve um certo exagero, tendendo mais para um lado específico o que talvez diferisse da proposta inicial(mas parece coisa de um ou outro episódio) sendo realista, às vezes as músicas selecionadas também não foram tão bem aproveitadas, mas vale à pena conferir esta grande homenagem à música americana. E é como escritor e amante da boa música que não posso deixar de observar, admirar e elogiar a forma inteligente e até estratégica que a série foi e é escrita. Quem escreve, quem gosta de músicas de qualidade, quem lida com jovens e teve algum contato com a série(ou pelo menos a primeira temporada), sem o preconceito, com certeza conseguiu tirar lições nas histórias ali apresentadas e pode concordar com o que digo.  São histórias que envolvem todos: humanos de diferentes localidades, status, raças e religiões num elenco dotado de talento musical. Elenco esse, escolhido pelo escritor Ryan Murphy, reunindo em grande  parte atores que não tinham experiência no ramo, o que fez muitos, não acreditarem na capacidade da série. Mas a série conta com um grande número de personagens e de participações especiais tornando mais ricos os episódios a cada temporada. Vamos ver até quantas temporadas mais se manterá com uma audiência boa este seriado e se a qualidade das músicas e do texto sofrerão muitas alterações...

Episódio final: 9 de maio de 2013

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sábado, 15 de junho de 2013

Consciência cidadã é igual a respeito e liberdade de expressão.

Há pouco estava lendo o depoimento do Jovem Vitor Samuel*, e, pude notar a transparência com que seu texto foi escrito, algo simples mas detalhadamente rico mostrando a visão de alguém que veio conhecer o outro lado da história e sentir na pele o que significa ser um jovem cidadão brasileiro. Não defendo política nem partido, nem vou falar mau dos governantes, não é este meu propósito. Gostaria é que os jovens e meu alunos despertassem para a importância dos estudos, do respeito e da cidadania que deve ser exercida.
Desde que me conheço por gente, os aumentos das passagens (ainda que aparentem valores quase insignificantes), tem acontecido, ano após ano, mas o que se observa tanto nas estradas que estão sendo privatizadas e nas que não são se encontram em situação drástica, caótica, os chamados "trechos privatizados" protegidos pelos pedágios, ainda há ruas que nem sequer pavimentadas são ou áreas urbanas em que o descaso é clarividente. Precisamos como seres pensantes e atuantes na sociedade nos conscientizar de tudo aquilo o que nos rodeia e opinarmos atuando de forma positiva, tanto na escolha do nosso representante legal no governo, quanto numa manifestação pacífica em prol de um interesse comum e isso pode existir mas como o próprio Vitor diz no seu relato e como os próprios manifestantes agiram, com respeito.
As coisas não param de subir de preço. O salário mínimo continua sendo uma vergonha e ao mesmo tempo muitas famílias tem realizado milagres com ele, digo milagres porque não dá para viver como se deveria com valores tão pequenos. Desde pequeno observo que quando há um reajuste no "mínimo" há um reajuste em todas as outras coisas, o que me fazia questionar se deveria haver realmente um reajuste no salário se tudo iria por consequência aumentar de preço também. Não sou economista e talvez nunca compreenda essa dinâmica salarial mas, nem por isso deixo de pensar que poderia ser diferente, se houvesse respeito, o "mínimo" respeito.
Não é difícil notar a quantas anda a situação educacional e a saúde. As escolas públicas ainda que em cidades consideradas ponto crucial de desenvolvimento de alguns estados, ainda estão carecendo de material, hospitais abandonados sem recursos, sem medicamentosos ou pior, sem a presença física de um médico plantonista para prestar atendimento. São coisas que só vamos tomando conhecimento quando estamos envolvidos(não falo por falar, mas por experiência prática, vivenciada). Talvez se o Vitor não tivesse tido este contato, ele não pudesse dar esse testemunho de paz(ainda que às vezes soe como unilateral) e há certas experiências que só sendo cidadão(ou do lado quem precisa de atendimento ou dos que prestam atendimento "público") para poder saber como esse respeito é importante.
Essa semana vi na televisão a professora Amanda Gurgel ligada a um partido, relembrei da história sobre o "cuzcuz alegado" e o salário indigno da classe a qual pertenço e de minha visão futurista e sonhadora de que logo logo, ela estaria de um lado aonde pudesse por em prática a defesa do seu discurso há quase 2 anos atrás onde falava do respeito pela classe dos educadores. Deixo uma crítica neste momento e parabenizo pela coragem e digo, professores conscientes não se submetem a chantagens ou ao individualismo que os priva de se unir num protesto como esse. Não professor, você não precisa ir às ruas mas pode, se quiser. Não professor, você não precisa entrar num partido político mas pode se afiliar, se quiser. Não professor você não precisa aderir a greve por seus direitos mas com todo respeito, deve, se quiser, você também compõe a sociedade democrática em que vive.
Não me surpreendo que o jovem Vitor Samuel, seja "capturado" por um partido a fim de representar uma classe que deveria ser a dominante no nosso país(a de jovens). Mas não basta ser jovem para dominar e governar o país, é preciso respeito, reconhecimento e responsabilidade. Os estudantes precisam acordar, sair das redes sociais e do mundo virtual a que se prendem, parar de ver na televisão os artistas fazendo protestos ou simplesmente vendo-os nos programas e novelas e achando que eles é que farão a diferença ou a mudança necessária reivindicando seus direitos. É bem verdade que alguns agem assim, se movem como por exemplo a favor da preservação da Amazônia ou contrários à polêmica construção de Belo Monte, mas essa mudança é individual, essa conscientização e esse desenvolvimento social deve vir de cada um para que o todo se torne um manifesto respeitável e digno de cidadãos onde a copa de 2014 será sediada. 
Há a necessidade de se construir cidadãos conscientes de que a educação é prioridade, que professor é autoridade e merece respeito e tem um papel crucial na formação dessa sociedade que aí se encontra, mostrar a importância que a saúde deve ter, quer seja através de um bom atendimento ou às questões de infraestrutura de que realmente os hospitais e postos necessitam. Isso é construir respeito pelos jovens(educandos) é permitir respeito aos idosos, porque a juventude passa e um dia todos necessitarão da saúde e o cuidar dos idosos também é demonstrar respeito com aqueles que ajudaram a "construir" o nosso país.
O respeito deve começar por mim e por você. Ele se inicia quando eu vejo a necessidade de não ser mais um na sociedade passiva que recebe da mídia(televisiva ou não) visões distorcidas sobre o que é ser brasileiro muitas vezes. É triste ver que lá fora, no exterior, somos vistos como o país do carnaval aonde o sexo é o sobrenome e aonde só existem ladrões e favelas. Não sou eu quem digo, é só assistirem às últimas produções cinematográficas aonde o Brasil empresta seu cenário para ser ultrajantemente satirizado e incluo animações de bilheterias milionárias em que personagens representam, por exemplo, a população carioca. Posso citar nomes de filmes e de artistas de "renome"? Posso mas não farei. Peço que você veja as coisas com outros olhos e com a criticidade e inteligência que possui, para que possas entender as mensagens que nem sempre são subliminares de que o nosso país é um país de desrespeito e bagunça.
A ordem e o progresso ainda se fazem necessárias mas nada sem respeito pode ter uma base sólida, pode ser construído. E deixo aqui, ao Vitor, as minha congratulações por ter se mantido na zona "neutra", ética e decente de um cidadão consciente de seus deveres e direitos.

Conscientizar é papel de todos nós.

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 * http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10200757119463335&set=a.1632425843520.2088256.1022875139&type=1&theater

terça-feira, 7 de maio de 2013

Mulheres II

Recentemente li um artigo num site e achei deselegante e desconfortável a forma como ele tratava no seu texto as mulheres, ainda que seja verdade que algumas se desvalorizem e muitas coisas na atual sociedade incluindo "músicas" levam a esses tipos de comentários e atitudes depreciativas a respeito daquelas que foram criadas como mulheres no sentido mais amplo dessa palavra e que não sentem culpa ou necessidade de serem iguais a qualquer homem que age instintivamente apenas pelo desejo insaciável de fazer alguém de objeto o que é diferente e muito de valorização, de direitos iguais ou da emancipação no sentido de oportunidades na vida. 
É bem verdade que existem mulheres que já agem assim o que não quer dizer que isso deve ser considerado normal, louvável, ou mesmo aberração mas precisamos reconhecer que essa mesma sociedade que quer tornar tudo muito liberal, muito "aceitável" é a mesma sociedade hipócrita de anos atrás e que já deveríamos ter entendido que as que agiam dessa forma eram chamadas de cortesãs e viviam excluídas da sociedade pelo preconceito desses próprios homens que as usavam(e que muitas vezes até casados eram), mantendo a falsa aparência de homens perfeitos e de familia só por que davam o sustento às chamadas damas e mães que eles (e aí deveria vir um grifo em itálico e negrito), eles mesmos é que escolhiam para serem as mães dos seus filhos. Será que isso mudou muito? Creio que não...Certa vez perguntei a uma série de estudantes,  através de uma dinâmica e um trabalho envolvendo alguns tipos de músicas que falavam das mulheres qual seria o tipo de mulher que eles gostariam de casar e constituir família, para minha surpresa não foram as citadas como sendo as mais libertárias, sensuais ou erotizadas pela mídia...
Mas o que me choca é a naturalidade com que esse assunto é tratado e a pouca importância que dão no que envolve essa "quebra" de paradigmas culturais e sociais nesses avanços do chamado século da geração "x" onde as coisas e o momento tem mais importância do que o amor, respeito e a valorização do outro e de si próprio(a). As famílias estão se desfazendo e a mulher se fosse valorizada e reconhecida como tal, não sentiria a necessidade de agir como um "homem-puto" mas seria uma bênção no sentido físico, intelectual, emocional e sexual do homem, sem deixar de falar do valor espiritual que uma mulher pode ter na vida de alguém.
O problema é que tudo tem sido banalizado e nessa desconstrução de identidades, fica uma pergunta que não só as mulheres podem dar a resposta...alguns homens sinceros poderiam pelo menos admitir...apenas admitir. Mulher que dá no primeiro encontro, que fuma, que bebe, que age como homem no sentido de ficar(transar) com quem quer(não ofendendo a nenhuma que pratica e vive tais situações, falo apenas no sentido comparativo do texto que li, aonde diz que mulher que age como esses homens (que são galinhas) são realmente mulheres para casar...o que é contraditório já que são essas mesmas que são postas de lado por esses que apenas as usam e ficam com elas e as outras até encontrarem "a santinha" que  com quem querem constituir matrimônio e terem filhos(e continuarem traindo...). Meu senso crítico aguçado, me permite discordar deste tipo de visão pós-modernista, em que as pessoas são tratadas como objetos.
Quer transar no primeiro encontro, transe, não quer não transe mas se ela não quiser, não faça dela um motivo para tentar convencer de que ela e ou as que agem assim é que são erradas, a hora que ela quiser pode se tornar igual a você mas... a troco de que? Valores se constroem e se desconstroem ao longo dos anos, mas algumas atitudes protegem e beneficiam, ainda que possam ser quebrados. E caro leitor, isso é uma escolha de cada um e não uma determinação de alguém que ficou frustrado porque uma mulher disse não em um primeiro encontro e ele a achou puritana ou romântica demais...
Mulheres, valorizem-se, a escolha é de vocês!!
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sábado, 5 de maio de 2012

Oi galera, ando meio ausente do blog, é verdade, mas estou vivo...aguardem novidades.

domingo, 4 de setembro de 2011

Resumo da LDB sobre EAD


De acordo com lei das diretrizes e bases para a educação nacional, conforme o artigo 80, a educação a distância se regulamenta nos decretos de nº: 2494/1998, 2561/1998 e pelo decreto nº 5.622 de 20/12/2005. A educação a distância é “uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados (...)” mas, muito se tem questionado sobre a qualidade, confiabilidade e caracterização dessa modalidade de ensino e para esclarecermos mais, poderíamos citar o que está disposto no decreto nº5622/2005 demonstrando os níveis e modalidades desse tipo de educação:
I – Básica (visando complementar a aprendizagem ou em situações emergenciais);
II – EJA (educação de jovens adultos);
III - Educação especial (respeitadas as especificidades pertinentes);
IV – Educação profissional (técnicos de nível médio e tecnólogos, cursos de graduação, em nível superior;
V - Educação superior: cursos sequenciais de graduação e de pós graduação, incluindo especialização, mestrado e doutorado.
Presente em todos os setores, a educação a distância, sofreu mudanças significativas com o avanço das tecnologias de informação e comunicação (TIC’s) e atualmente, os cursos de pós-graduação à distância vão ganhando espaço neste setor. Há, porém, uma resolução CNE/CES nº 01/2001 que estabelece que estes só poderão ser oferecidos exclusivamente por instituições previamente credenciadas pela União(sendo obrigatório pelo menos, dois encontros presenciais. Se observarmos o que diz respeito aos cursos de pós-graduação strito sensu(mestrado e doutorado)são obrigados a serem oferecidos exclusivamente por instituições 1 do art80 da lei nº 9394 de 1996.
No âmbito técnico de nível médio, o decreto 6301 de 12/12/2007 instituiu o e-tec para ampliar a oferta e democratizar o acesso a cursos.
Com características específicas, caracterizando-se pela utilização de uma multiplicidade de recursos pedagógicos, objetivando a construção do conhecimento, na qual apresenta excelentes possibilidades da modalidade para a educação permanente, é a educação a distância, que traz uma educação inovadora e que interage na não-linearidade. É uma educação considerada de forma geral como complementar e que deve estar credenciada pela União e deve obedecer ao decreto 5.622/05 para que possa existir e o seu credenciamento tem validade de 5 anos, podendo ser renovado ou não.
Emílio Mascarenhas 


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Apolítico(paródia)


Ouves?! Alguém ouviu o detestável

Discurso da tua última oratória?

Sementes de exploração – essa governa –

Foi a tua campanha irrepreensível?

Desacostuma-te à fama que te espera?

O trabalhador, que, neste solo planta

Clama à sua espera, de nada adianta

Soam as respostas que ele quisera.

Toma uma promessa. Acenda a esperança!

O queijo, o amido e na eleição os alcança.

A mão que beneficia, é a mesma que rouba.

Se a alguém rouba, inda engana a tua fala

Afana essa mão burra que te apóia

Escarra na cara de quem te eleja.

(Emílio Mascarenhas)

Ironia Verba (Paródia)


A quem hei de extorquir, alma pobre escravizada

Se quem tem boca não diz, qual foi a mão que me deteve?Antes samba, pagode a tua luz e assim segue,

Choras, fazendo-se tolo, o que te incomodava...

O governo serve, e é um montão que lava;

A massa fria e espessa é uma bola de neve...

E a pizza assada mofa a forno leve.

Que, cardume de ladrão, roubava e nadava.

Quem o pobre ajudará contra a extorsão de tudo?

Ai! Quem há de sanear as nossas palafitas?

Eu sonho? E o meu PT que rege a mãe gentil não se levanta?

E a Argentina muda? E a copa do mundo? E o joelho do Ronaldo?

E as palavras do Zé que nunca foram ouvidas?

E as canções de amor que não saem da garganta?


(Emílio Mascarenhas)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Novo acordo ortográfico - I




- Ôo, olha o trânsito.
- Tira os acentos!
- Como?
- Assim enjoo, a águia fez um voo no zoo, agora são sem acentos por tanto...
- E o “chapeuzinho” entra aonde?
- Não é chapeuzinho, inteligência, é acênto circunflexo.
- Não serve mais?
- Serve, você só não vai mais acentuar as palavras terminadas em ôo e êem.
- Hein? Eem?
- É, ex: “Eles veem o filme, leem o livro e antes de dormir eu os abençoo.”
- ok, está certo.
- Ah, você sabia que agora as letras K,W e Y fazem parte do nosso alfabeto?
- Sim, isso eu já sabia, sempre achei que fizessem, nós usamos tanto.
- É verdade, acho isso jóia.
- Joia, isso tem ditongo aberto e é paroxitona, "oi", perderá o acento, que nem "ei".
- Ditongo? Mas o que é ditongo? Explica!
- É um som de vogal ou vocálico, como alguns preferem, com um som semivocálico(quase de vogal) emitidos num só esforço pela voz. O ditongo é diferente do hiato porque o hiato é constituído de duas vogais e pronunciado em sílabas diferentes, separadas, já o ditongo pronuncia junto.
- Me dá um exemplo de hiato?
- Aéreo, leal, pior, raiz, ruído, são hiatos.
- Geleia, joia, estreia, boia, colmeia e asteroide, sao ditongos abertos, ficam sem acentos.
- Negócio complicado, vai demorar uns cinquenta anos para o povo decorar isso.
- Cinquenta? Pode ser que demore mesmo. Se for escrever cinquenta tire o trema.
- Isso eu já fazia.
- Então, vai ficar mais fácil.
- Pera! Sabia!!!
- Que foi? Esqueceu algo?
- Sim, tenho que ir no supermercado comprar pera e uva para minha mãe.
- Ah, sim, para aqui, aqui perto tem um mercadinho que vende frutas boas.
- Vou lá comprar, me esperem, não demoro. 

E então, que tal fazer um curso e se preparar para o Enem e vestibular?